Questões de Concurso sobre Pediatria

 
 
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Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Pediatra Plantonista - 2026

Menina de 6 anos, previamente hígida, é levada ao pronto-atendimento devido dor abdominal há 2 semanas, acompanhada de mal-estar e náuseas. Evoluiu com piora progressiva e apresenta, há 2 dias, vômitos e dificuldade para se alimentar, sem febre. Ao exame físico, está prostrada, desidratada, taquicárdica, taquipneica, com extremidades frias, com diminuição da perfusão periférica e com dor abdominal difusa. Foi colocada na sala de emergência, foram coletados exames e recebeu expansão com 20 mL/kg de soro fisiológico em 20 minutos. Apresentou diurese abundante, mas mantém sinais de desidratação, taquicardia, taquipneia e má perfusão periférica.


Resultados de exames: Gasometria arterial: pH: 7,09; pCO2: 22 mmHg; pO2: 87 mmHg; HCO₃: 9,9 mEq/L; saturação de O₂: 94%; BE: –18 mEq/L; Glicemia: 480 mg/dL; Sódio: 132 mEq/L; Potássio: 6,9 mEq/L; Cloro: 98 mEq/L; Cálcio: 8,7 mg/dL; Uréia: 45 mg/dL; Creatinina: 0,9 mg/dL; Ânion Gap: 24,1 mEq/L; o hemograma, a proteína C reativa e a hemocultura ainda estavam em análise.


Frente a esse quadro e de acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta apropriada para esse momento é prescrever


A

nova expansão com soro fisiológico 20 ml/kg em 30 minutos, pela manutenção da desidratação.


B

ceftriaxone 100 mg/kg, pela suspeita de choque séptico.


C

correção com bicarbonato de sódio 8,4% diluído em soro fisiológico, em 1 hora, devido à acidose grave.


D

insulina regular simples 0,1 U/kg, em 1 hora, devido à hiperglicemia.


E

gluconato de cálcio 10% 0,5 ml/kg, em 10 minutos, pela presença de hipercalemia.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Pediatra Plantonista - 2026

Lactente de 4 meses, nascido a termo, de parto normal, há 2 semanas iniciou quadro de tosse, coriza e febre baixa. Foi levado ao pronto-atendimento, apresentando radiografia de tórax sem alterações e hemograma com linfocitose discreta, recebendo alta com orientações de inalação com soro fisiológico e retorno se sinais de alerta. Logo ficou afebril, mas evoluiu com piora da tosse, apresentando acessos de tosse seca, de início súbito, acompanhados por guincho e vômitos pós-tosse. Repetiu os exames na consulta de hoje.


De acordo com a principal suspeita etiológica, espera-se encontrar:


A

neutrofilia e condensação com broncogramas aéreos de permeio.


B

hemograma sem alterações e sinais de hiperinsuflação na radiografia de tórax.


C

leucocitose e infiltrado intersticial bilateral.


D

linfocitose e infiltrado para-cardíaco bilateral.


E

ambos os exames sem alterações.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Pediatra Plantonista - 2026

Mãe de um recém-nascido saudável, em aleitamento materno exclusivo, solicita orientações sobre medidas para prevenção de alergia no bebê, uma vez que a família tem histórico de vários casos de doenças atópicas. Ela está disposta a manter o aleitamento materno, mas tem dúvidas quanto à própria dieta e quanto à introdução de novos alimentos para o filho.


Em relação às recomendações de prevenção de alergia, é correto afirmar:


A

adotar dieta materna restritiva, excluindo leite de vaca, ovo e trigo, durante o período de aleitamento, reduz o risco de alergia alimentar no lactente.


B

na época de introdução de alimentação substitutiva, indica-se usar fórmula parcialmente hidrolisada para reduzir a sensibilização do lactente.


C

alimentos potencialmente alergênicos, como ovo, peixe e amendoim, devem ser introduzidos apenas após os 12 meses de vida.


D

manter a dieta materna variada e sem restrições preventivas é seguro e não aumenta o risco de sensibilização alimentar no lactente.


E

o uso de probióticos pela mãe durante o período de amamentação modifica o perfil da microbiota do lactente e favorece o desenvolvimento de tolerância imunológica.

Pré-escolar, sexo masculino, 4 anos de idade, previamente hígido, é levado à emergência após sofrer acidente doméstico com água fervente. Apresenta lesão em tronco anterior e braços, com bolhas rotas e áreas eritematosas dolorosas. Ao exame clínico, está consciente, choroso, com fácies de dor. Parâmetros vitais com FC: 138 bpm; PA: 92 x 56 mmHg; FR: 28 irpm; SatO2 : 98 % em ar ambiente.


Estimativa da superfície corporal queimada (SCQ): cerca de 22% da superfície corporal total de espessura parcial superficial e profunda. Sem sinais de inalação de vapores quentes.


Além de iniciar analgesia, qual é a conduta inicial mais adequada combase nas recomendações atuais do manual do curso do Advanced Trauma Life Support (ATLS) de 2025?


A

Hidratação oral vigorosa, observação por 3 horas, visando estourar eventuais bolhas que possam surgir, e alta hospitalar após aplicação de pomada de corticoide tópico.


B

Reposição com solução de ringer lactato 3 mL/kg/%SCQ em 16 horas, curativo estéril e encaminhamento à unidade especializada.


C

Infusão de albumina 20%, 1 g/kg endovenosa em 4 horas, curativos com sulfadiazina de prata, internação para monitorização de função renal.


D

Intubação orotraqueal precoce após sequência rápida de intubação e prescrição de antibioticoterapia endovenosa com ceftriaxone e oxacilina.


E

Soro fisiológico 30 mL/kg endovenoso por 6 horas, aplicação de pomada com associação de antibiótico e corticoide tópicos; reavaliação diária por 7 dias.

Lactente, sexo masculino, 7 meses de idade, é levado ao serviço de emergência pela mãe, que refere quadro de cansaço progressivo há 3 semanas, sendo que os sintomas começaram com tosse, coriza hialina e febre de até 38 ºC. Refere também que a febre cessou no terceiro dia e que os sintomas de tosse e coriza foram melhorando progressivamente, porém sem melhora do cansaço. Refere dificuldade da criança com as mamadas, tendo que fazer pausas durante a amamentação para respirar e apresentando intensa sudorese durante as mamadas. Ao exame clínico, criança em regular estado geral. Ausculta pulmonar com estertores difusos bilaterais, taquipneica com presença de tiragem subdiafragmática e batimento de asa nasal. Ausculta cardíaca com bulhas rítmicas, normofonéticas, com presença de B3, pulsos periféricos normais. Exame abdominal com fígado palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo. Discreto edema em região sacral. Parâmetros vitais: FC: 188 bpm; FR: 64 irpm; PA: 86/54 mmHg; SatO2 : 92% em ar ambiente. Paciente levado para monitorização, instalada oxigenoterapia com máscara não reinalante e obtido acesso venoso.


Com base no diagnóstico mais provável, a conduta imediata mais indicada é


A

soro fisiológico ou ringer lactato 20 mL/kg endovenoso em bolus.


B

metilprednisolona endovenosa, salbutamol e ipatrópio inalatórios (3 vezes, de 20 em 20 minutos).


C

ceftriaxone endovenoso.


D

furosemida endovenosa e restrição hídrica.


E

passagem de sonda nasogástrica para dieta, sem necessidade de terapêutica adicional.

Escolar, sexo masculino, 8 anos de idade, com diagnóstico prévio de asma e em uso regular de formoterol + budesonida 12 + 400 mcg, de 12 em 12 horas, chega ao serviço de emergência por crise asmática grave. Já recebeu prednisolona 2 mg/kg/dia e nebulizações com salbutamol associadas a ipratrópio, 3 vezes, de 20 em 20 minutos. No momento, paciente em regular estado geral, fala palavras (não frases), apresenta parâmetros vitais com FC: 152 bpm, FR: 48 irpm, PA: 100/60 mmHg, T: 36,5 ºC, SatO2 : 88% em ar ambiente e 96% com máscara não-reinalante. Ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares globalmente diminuídos, sibilos difusos, presença de tiragens subdiafragmática, intercostal e de fúrcula.


Além da manutenção da oxigenoterapia e do salbutamol inalatório, qual é a próxima medida terapêutica recomendada?


A

Sulfato de magnésio endovenoso.


B

Intubação orotraqueal com sequência rápida de intubação.


C

Aminofilina endovenosa em dose de ataque, seguida de manutenção contínua.


D

Ceftriaxone e claritromicina endovenosos.


E

Heliox inalatório e diurético de alça endovenoso.

Recém-nascido, sexo masculino, 2 dias de vida, nascido de termo (39 semanas), parto normal, peso de nascimento de 3.200 g, sem intercorrências no parto. Apresenta episódio de tremores generalizados e irritabilidade. Ao exame clínico, paciente com tônus aumentado, sem febre, sem abaulamento de fontanela. Realizados exames: glicemia capilar: 52 mg/dL; cálcio total: 6,1 mg/dL (VR: 8,5–10,5); magnésio: 1,4 mg/dL (VR: 1,7–2,4); fósforo: 7,1 mg/dL (VR: 4,5–6,5).


Qual é a conduta imediata?


A

Prescrever sulfato de magnésio intramuscular profundo.


B

Administrar gluconato de cálcio endovenoso lento, monitorando o ritmo cardíaco.


C

Prescrever soro glicosado contínuo e suspender o aleitamento materno temporariamente.


D

Oferecer mamada precoce e reavaliar após quatro horas com nova medida de glicemia capilar.


E

Iniciar fenobarbital endovenoso sob monitorização contínua.

Adolescente, sexo feminino, de 12 anos, sem história prévia de doenças, é trazida ao pronto-socorro pela mãe, que relata poliúria, polidipsia e perda de peso há cerca de 2 semanas. Nas últimas 12 horas, a paciente evoluiu com dor abdominal intensa, náuseas e vômitos persistentes, e letargia crescente. Ao exame físico, apresenta-se com esforço respiratório acentuado, respiração de Kussmaul, hálito cetônico, mucosas muito secas, tempo de enchimento capilar de 3 segundos, FC: 130 bpm, PA: 90 × 60 mmHg. A paciente está letárgica, mas responsiva a estímulos verbais. Exames laboratoriais iniciais revelam: glicemia: 780 mg/dL; pH arterial: 6.98; HCO3: 4 mEq/L; pCO2: 18 mmHg; sódio: 136 mEq/L; potássio: 5.8 mEq/L.


Qual é a estratégia de manejo correta e segura para essa adolescente?


A

Iniciar infusão contínua de insulina regular a 0,05 U/kg/hora imediatamente, enquanto aguarda a preparação dos fluidos de expansão para evitar a progressão da cetoacidose.


B

Realizar tomografia de crânio para excluir edema cerebral antes de qualquer intervenção sistêmica, dado o estado letárgico, pois o tratamento pode exacerbar essa complicação.


C

Iniciar hidratação com 20 mL/kg de solução fisiológica a 0,9% intravenosa em bolus rápido (15-30 minutos). Após 1 hora do início da fluidoterapia e com estabilização hemodinâmica, iniciar infusão contínua de insulina regular a 0,1 U/kg/hora, com monitorização rigorosa do potássio.


D

Administrar 1 a 2 mEq/kg de bicarbonato de sódio intravenoso para corrigir a acidose grave, seguido imediatamente pela infusão contínua de insulina regular a 0,1 U/kg/hora.


E

Administrar cloreto de potássio intravenoso para reduzir o potássio sérico elevado e, em seguida, iniciar a hidratação com soro glicosado a 5% com 0,45% de NaCl, para corrigir a hiperglicemia lentamente.

Escolar, sexo masculino, com 7 anos de idade é trazido ao pronto-socorro com queixa de manchas avermelhadas nas pernas e nádegas há 2 dias. Refere dor em ambos os joelhos e tornozelos, que os pais descrevem como “andando” de uma articulação para outra, limitando a deambulação. Nos últimos 2 dias, queixou-se de dor abdominal em cólica intermitente, que o faz dobrar as pernas, e teve um episódio de melena hoje pela manhã. Há uma semana, teve um quadro de “resfriado”. Ao exame físico, apresenta-se afebril, com boa perfusão periférica, PA: 105 × 70 mmHg. Observam-se púrpuras palpáveis simétricas em membros inferiores e nádegas, e discreto edema e dor à palpação nos joelhos. As lesões não desaparecem à digitopressão. O abdome é difusamente doloroso à palpação leve, sem sinais de irritação peritoneal. Hemocultura foi negativa. Urina I com 2+ de proteína, 3+ de sangue, sem dismorfismo eritrocitário significativo. Hemograma com Hb: 12,8 g/dL; leucócitos: 8.500/mm³, plaquetas: 250.000/mm³; VHS: 30 mm/h; PCR: 25 mg/L; ureia: 25 mg/dL; creatinina: 0,5 mg/dL, ASLO: normal; C3 e C4: dentro dos limites da normalidade.


Quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada para esse paciente?


A

Vasculite por IgA com envolvimento renal e gastrointestinal; iniciar medidas de suporte, analgesia, e acompanhamento rigoroso da função renal e pressão arterial, considerando corticoterapia oral para o envolvimento gastrointestinal grave.


B

Doença de Crohn com manifestações extradigestivas; realizar colonoscopia com biópsia para confirmação e iniciar imunomoduladores biológicos.


C

Púrpura trombocitopênica idiopática (PTI); administrar imunoglobulina humana intravenosa (IVIG) e corticosteroide oral para elevar a contagem plaquetária e controlar o sangramento.


D

Nefrite lúpica; solicitar FAN e anti-DNA para confirmar o diagnóstico e iniciar pulsoterapia com metilprednisolona para preservar a função renal.


E

Glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE); iniciar antibioticoterapia com penicilina e diuréticos para controle da hipertensão e edema.

Lactente, sexo feminino, com 8 meses, pesando 7 kg, é levada ao pronto-socorro com história de diarreia aquosa volumosa e vômitos persistentes há 2 dias. A mãe relata que a bebê está “quietinha”, não aceita líquidos e não urina há 12 horas. Ao exame físico, apresenta-se prostrada, letárgica, com olhos muito encovados, ausência de lágrimas e mucosa oral muito seca. A prega cutânea se desfaz em mais de 2 segundos. Os pulsos periféricos estão fracos; a frequência cardíaca é de 160 bpm. O enchimento capilar é de 4 segundos e as extremidades estão frias. A fontanela anterior está deprimida.


Considerando as diretrizes atuais do Ministério da Saúde para o manejo da diarreia em crianças, qual é a conduta inicial de hidratação intravenosa mais apropriada?


A

Infundir 20 mL/kg de soro fisiológico a 0,9% intravenoso em bolus rápido (5 -10 minutos), repetir até 3 vezes se necessário, e, em seguida, iniciar soro de manutenção segundo Holliday-Segar.


B

Priorizar a reidratação oral com SRO de baixa osmolaridade (75 mL/kg, em 4 horas), pois a via oral é mais segura e eficaz para a maioria dos casos de desidratação.


C

Administrar 100 mL/kg de Ringer Lactato intravenoso em 3 horas, reavaliando a cada 30 minutos, e iniciar dieta livre assim que o vômito cessar.


D

Iniciar imediatamente 30 mL/kg de ringer lactato ou soro fisiológico a 0,9% intravenoso em 1 hora, e, após, infundir 14 mL/kg/hora em cerca de 5 horas.


E

Administrar 20 mL/kg de soro glicosado a 5% com 0,9% de NaCl em 20 minutos e reavaliar, ajustando a taxa para manutenção das perdas contínuas.

Um lactente de 2 meses e 14 dias de idade, que recebeu a vacina BCG intradérmica ao nascer, é trazido à consulta por sua mãe. A mãe está preocupada, pois, nas últimas 4 semanas, o local da vacinação desenvolveu uma lesão que, inicialmente, era uma pápula, evoluiu para um nódulo eritematoso de aproximadamente 1 cm de diâmetro e, mais recentemente, apresentou uma ulceração central com discreta secreção seropurulenta ocasional. Adicionalmente, a mãe notou um linfonodo móvel e não doloroso de cerca de 1,5 cm na axila ipsilateral (direita). O bebê está ativo, mamando bem, afebril e com ganho ponderal adequado. Não há sinais de inflamação perilesional intensa nem eritema significativo estendendo-se além da área do nódulo.


Quais são a avaliação mais adequada e a conduta recomendada para esse lactente?


A

A ulceração com secreção seropurulenta indica infecção bacteriana secundária; deve-se prescrever antibioticoterapia oral de amplo espectro por 10 dias e solicitar ultrassonografia da axila para avaliar abscesso.


B

A linfadenite axilar de 1,5 cm é uma indicação para drenagem cirúrgica imediata, dada a possibilidade de progressão para abscesso frio e fistulização, e a lesão local deve ser excisada para evitar cicatriz inestética.


C

A lesão local e a adenopatia ipsilateral sugerem uma complicação grave da vacina BCG, como BCGite disseminada; o lactente deve ser imediatamente internado e iniciado um esquema de politerapia antituberculose.


D

A lesão é uma BCGite local e o linfonodo axilar representa linfadenite BCG não supurativa, ambas manifestações normais da vacina BCG; a conduta é tranquilizar a mãe e orientar sobre higiene local, sem necessidade de intervenção medicamentosa ou investigação adicional nesse momento.


E

A lesão ulcerada e o linfonodo axilar sugerem uma resposta inflamatória exagerada; deve-se aplicar corticosteroide tópico de alta potência na lesão local e prescrever ibuprofeno oral para a adenopatia.

Adolescente, sexo masculino, com 12 anos é levado ao pronto-socorro com quadro de dor abdominal há 24 horas. Inicialmente, a dor era difusa e localizava-se na região epigástrica, mas, com o passar do tempo, migrou para o quadrante inferior direito. O paciente passou a apresentar febre de 38,5ºC, anorexia e 2 episódios de vômitos. Ao exame físico, observa-se dor à palpação profunda na fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg positivo e sinal do psoas doloroso. Exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda, e uma ultrassonografia de abdome revela aumento do diâmetro do apêndice de 8 mm, com espessamento da parede e discreta quantidade de líquido livre na área.


Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta.


A

Os dados semiológicos apontam para a possibilidade maior de um pródromo de gastroenterite viral com adenite mesentérica; deve-se realizar a hidratação oral e analgesia com reavaliação em 24 horas.


B

Trata-se de uma apendicite aguda; deve-se iniciar antibioticoterapia por 24 horas antes da intervenção cirúrgica, se ela for realizada por laparotomia.


C

O quadro é bastante característico de uma doença de Crohn em atividade; deve-se iniciar corticoterapia intravenosa e preparo para colonoscopia para confirmação.


D

Trata-se de uma apendicite aguda complicada por abscesso; deve-se realizar a drenagem percutânea do abscesso, seguida de antibioticoterapia, realizando-se a apendicectomia de intervalo.


E

O diagnóstico de apendicite aguda está confirmado e deve-se proceder apendicectomia laparoscópica, ou por via aberta, o mais breve possível.

Em relação aos aspectos clínicos da Dengue na criança, marque a alternativa CORRETA.


A

O início da doença pode passar despercebido e o quadro grave pode ser identificado como a primeira manifestação clínica.


B

Vômitos, diarreia ou fezes amolecidas não podem fazer parte do quadro.


C

São sinais de alarme: hipotensão postural, taquicardia, pulso fraco e filiforme.


D

O exantema está presente em 80% dos casos, pode ser pruriginoso e acomete, inicialmente a face e pescoço e, posteriormente, o tronco e as extremidades, poupando plantas de pés e palmas das mãos.

Em relação a emissão de documentos médicos, segundo o Tratado de Pediatria: SBP – 5ed., marque a alternativa CORRETA.


A

O atestado médico é parte de um atendimento médico, logo requer a presença de um prontuário médico que respalde tal atestado.


B

O paciente tem o direito inquestionável de solicitar o atestado médico, sendo completamente responsável pelo seu conteúdo.


C

O médico tem o direito de cobrar valor adicional à consulta para emissão de atestado.


D

O uso do carimbo do médico no atestado é obrigatório.

Lactente sexo masculino, 2 meses e 10 dias de idade, em aleitamento materno exclusivo, comparece a consulta pediátrica acompanhado pela mãe, com história de regurgitações após mamadas com início com 1 mês de idade, evoluindo com choro de difícil consolo, irritabilidade, arqueamento do corpo por períodos de 10 a 20 minutos, melhorando após regurgitação. Em avaliação clínica o lactente apresentava bom ganho de peso e crescimento normal.


Sobre o diagnóstico clínico mais provável e conduta recomendada para o caso acima marque a alternativa INCORRETA.


A

A conduta inicial deve ser pautada na orientação quanto à natureza benigna do quadro (RGE fisiológico) não havendo necessidade de exames complementares.


B

Apesar da presença de sinais de alerta, como o lactente apresenta bom crescimento e ganho de peso, o tratamento conservador pode ser empregado.


C

A alergia a proteína do leite de vaca (APLV) é um possível diagnóstico diferencial, devendo ser considerado especialmente na ausência de melhora com medidas posturais.


D

O uso de inibidor de bomba de prótons não está inicialmente indicado.

A dor abdominal (DA) é um sintoma frequente nas consultas pediátricas. Embora na maioria das vezes trata-se de um quadro benigno, a dor abdominal pode ser a primeira manifestação clínica de doenças mais graves e de emergências cirúrgicas.


Com relação a dor abdominal no paciente pediátrico, segundo o livro Pediatria Ambulatorial – 6ed., marque a alternativa INCORRETA.


A

A pneumonia do lobo inferior direito pode causar dor abdominal aguda, vômitos e defesa muscular na parede abdominal. Sinais e sintomas de infecção pulmonar e radiografia de tórax auxiliam no diagnóstico.


B

A apendicite é sempre uma preocupação em pacientes com dor abdominal aguda. A dor inicia-se como cólica em torno do umbigo e em algumas vezes é vaga. O diagnóstico é clínico e os sinais e sintomas costumam ser mais inespecíficos em crianças menores de 6 anos.


C

O trauma é uma causa frequente de dor abdominal na infância e a dor relacionada ao trauma em geral é intensa, mesmo em pequenos acidentes.


D

A gastroenterite é a causa mais frequente de dor abdominal aguda em crianças de qualquer idade. Fezes com muco e sangue sugerem comprometimento do cólon.

Sobre a sepse e o choque séptico em pediatria, analise as assertivas e marque V (Verdadeiro) ou F (Falso):


( ) A hipotensão não é necessária para o diagnóstico clínico do choque séptico.

( ) A antibioticoterapia deve ser iniciada em até 1 hora no choque séptico.

( ) A infusão de drogas vasoativas está indicada para pacientes que mantém sinais de hipoperfusão sem sinais de sobrecarga volêmica apesar de 10 a 20 ml/kg de ressuscitação volêmica.

( ) O suplemento de oxigênio está indicado a todos os pacientes.


Marque a alternativa que corresponda, na ordem de cima para baixo, à sequência CORRETA.


A

V – V – F – V.


B

V – F – V – F.


C

F – V – F – V.


D

V – V – V – V.

Em relação a diarreia aguda na criança, marque a alternativa CORRETA.


A

A duração do quadro pode ser de até 10 dias, a partir desse tempo passa a ser denomina de diarreia protraída.


B

O melhor critério para avaliar o grau de desidratação secundário a episódio diarreico é a perda aguda de peso corpóreo, embora tenha aplicabilidade limitada.


C

A loperamida deve ser utilizada como coadjuvante tanto na diarreia osmótica quanto na secretória.


D

O leite materno não deve ser suspenso, embora atrase a recuperação da mucosa intestinal tanto de forma estrutural quanto funcional.

Lactente de 1 mês é levado ao pronto atendimento com relato de vômitos volumosos não biliosos após as mamadas, de início há 7 dias. Não apresentava febre ou diarreia. Ao exame físico: desidratado, emagrecido, com apetite voraz e ondas peristálticas visíveis no epigástrio.


Considerando o caso clínico acima, marque a alternativa CORRETA.


A

O distúrbio acidobásico associado ao quadro é a acidose metabólica hipoclorêmica.


B

O uso de eritromicina em lactentes jovens tem sido associado ao aumento da incidência dessa patologia.


C

A ausência de vômitos biliosos afasta a hipótese de obstrução intestinal.


D

A ultrassonografia abdominal tem baixa sensibilidade e especificidade para esse diagnóstico.

Um paciente de 55 anos com histórico de doença psiquiátrica não-especificada está sendo atendido no pronto atendimento por agitação psicomotora grave. Após avaliação médica, teve indicação de terapia farmacológica. Marque a alternativa com a opção indicada para a CONTENÇÃO QUÍMICA.


A

Cetamina intravenosa na dose de 2 mg/kg.


B

Diazepam intramuscular na dose de 5 a 10 mg.


C

Haloperidol intravenoso na dose de 5 mg.


D

Midazolam intramuscular na dose de 10 mg.

 
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