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Em relação aos aspectos clínicos da Dengue na criança, marque a alternativa CORRETA.
O início da doença pode passar despercebido e o quadro grave pode ser identificado como a primeira manifestação clínica.
Vômitos, diarreia ou fezes amolecidas não podem fazer parte do quadro.
São sinais de alarme: hipotensão postural, taquicardia, pulso fraco e filiforme.
O exantema está presente em 80% dos casos, pode ser pruriginoso e acomete, inicialmente a face e pescoço e, posteriormente, o tronco e as extremidades, poupando plantas de pés e palmas das mãos.
Em relação a emissão de documentos médicos, segundo o Tratado de Pediatria: SBP – 5ed., marque a alternativa CORRETA.
O atestado médico é parte de um atendimento médico, logo requer a presença de um prontuário médico que respalde tal atestado.
O paciente tem o direito inquestionável de solicitar o atestado médico, sendo completamente responsável pelo seu conteúdo.
O médico tem o direito de cobrar valor adicional à consulta para emissão de atestado.
O uso do carimbo do médico no atestado é obrigatório.
Lactente sexo masculino, 2 meses e 10 dias de idade, em aleitamento materno exclusivo, comparece a consulta pediátrica acompanhado pela mãe, com história de regurgitações após mamadas com início com 1 mês de idade, evoluindo com choro de difícil consolo, irritabilidade, arqueamento do corpo por períodos de 10 a 20 minutos, melhorando após regurgitação. Em avaliação clínica o lactente apresentava bom ganho de peso e crescimento normal.
Sobre o diagnóstico clínico mais provável e conduta recomendada para o caso acima marque a alternativa INCORRETA.
A conduta inicial deve ser pautada na orientação quanto à natureza benigna do quadro (RGE fisiológico) não havendo necessidade de exames complementares.
Apesar da presença de sinais de alerta, como o lactente apresenta bom crescimento e ganho de peso, o tratamento conservador pode ser empregado.
A alergia a proteína do leite de vaca (APLV) é um possível diagnóstico diferencial, devendo ser considerado especialmente na ausência de melhora com medidas posturais.
O uso de inibidor de bomba de prótons não está inicialmente indicado.
A dor abdominal (DA) é um sintoma frequente nas consultas pediátricas. Embora na maioria das vezes trata-se de um quadro benigno, a dor abdominal pode ser a primeira manifestação clínica de doenças mais graves e de emergências cirúrgicas.
Com relação a dor abdominal no paciente pediátrico, segundo o livro Pediatria Ambulatorial – 6ed., marque a alternativa INCORRETA.
A pneumonia do lobo inferior direito pode causar dor abdominal aguda, vômitos e defesa muscular na parede abdominal. Sinais e sintomas de infecção pulmonar e radiografia de tórax auxiliam no diagnóstico.
A apendicite é sempre uma preocupação em pacientes com dor abdominal aguda. A dor inicia-se como cólica em torno do umbigo e em algumas vezes é vaga. O diagnóstico é clínico e os sinais e sintomas costumam ser mais inespecíficos em crianças menores de 6 anos.
O trauma é uma causa frequente de dor abdominal na infância e a dor relacionada ao trauma em geral é intensa, mesmo em pequenos acidentes.
A gastroenterite é a causa mais frequente de dor abdominal aguda em crianças de qualquer idade. Fezes com muco e sangue sugerem comprometimento do cólon.
Sobre a sepse e o choque séptico em pediatria, analise as assertivas e marque V (Verdadeiro) ou F (Falso):
( ) A hipotensão não é necessária para o diagnóstico clínico do choque séptico.
( ) A antibioticoterapia deve ser iniciada em até 1 hora no choque séptico.
( ) A infusão de drogas vasoativas está indicada para pacientes que mantém sinais de hipoperfusão sem sinais de sobrecarga volêmica apesar de 10 a 20 ml/kg de ressuscitação volêmica.
( ) O suplemento de oxigênio está indicado a todos os pacientes.
Marque a alternativa que corresponda, na ordem de cima para baixo, à sequência CORRETA.
V – V – F – V.
V – F – V – F.
F – V – F – V.
V – V – V – V.
Em relação a diarreia aguda na criança, marque a alternativa CORRETA.
A duração do quadro pode ser de até 10 dias, a partir desse tempo passa a ser denomina de diarreia protraída.
O melhor critério para avaliar o grau de desidratação secundário a episódio diarreico é a perda aguda de peso corpóreo, embora tenha aplicabilidade limitada.
A loperamida deve ser utilizada como coadjuvante tanto na diarreia osmótica quanto na secretória.
O leite materno não deve ser suspenso, embora atrase a recuperação da mucosa intestinal tanto de forma estrutural quanto funcional.
Lactente de 1 mês é levado ao pronto atendimento com relato de vômitos volumosos não biliosos após as mamadas, de início há 7 dias. Não apresentava febre ou diarreia. Ao exame físico: desidratado, emagrecido, com apetite voraz e ondas peristálticas visíveis no epigástrio.
Considerando o caso clínico acima, marque a alternativa CORRETA.
O distúrbio acidobásico associado ao quadro é a acidose metabólica hipoclorêmica.
O uso de eritromicina em lactentes jovens tem sido associado ao aumento da incidência dessa patologia.
A ausência de vômitos biliosos afasta a hipótese de obstrução intestinal.
A ultrassonografia abdominal tem baixa sensibilidade e especificidade para esse diagnóstico.
Um paciente de 55 anos com histórico de doença psiquiátrica não-especificada está sendo atendido no pronto atendimento por agitação psicomotora grave. Após avaliação médica, teve indicação de terapia farmacológica. Marque a alternativa com a opção indicada para a CONTENÇÃO QUÍMICA.
Cetamina intravenosa na dose de 2 mg/kg.
Diazepam intramuscular na dose de 5 a 10 mg.
Haloperidol intravenoso na dose de 5 mg.
Midazolam intramuscular na dose de 10 mg.
Paciente de 13 anos, sexo masculino, previamente hígido, apresenta-se em consulta com queixa de baixa estatura. Os pais possuem estatura mediana. Nasceu a termo (39 semanas), com peso de 3.100 g e comprimento de 50 cm ao nascimento. No exame físico, observa-se criança eutrófica, peso no percentil 10 e estatura inferior ao percentil 3 (Z-escore: -2,4). Ausculta cardiopulmonar e exame de abdome não evidenciam alterações. O estadiamento puberal é G1P1. Idade óssea correspondente a 11 anos. O paciente apresentou crescimento de 6 cm no último ano.
Sobre a hipótese diagnóstica mais provável, marque a alternativa CORRETA.
Baixa estatura familiar.
Retardo constitucional do crescimento.
Deficiência de GH.
Síndrome genética.
Lactente de 2 meses com quadro de tosse persistente há 10 dias, sem febre. Nascido a termo, parto vaginal sem intercorrências. Relato de ter feito tratamento para conjuntivite aos 14 dias de vida. Ao exame, encontra-se taquipneico, tem ausculta pulmonar com crepitações, sem outras alterações. Hemograma com discreta eosinofilia. Radiografia de tórax com infiltrado intersticial e opacidades paracardíacas.
Sobre o agente etiológico mais provável, marque a alternativa CORRETA.
Chlamydia trachomatis.
Adenovírus.
Streptococcus agalactiae.
Mycoplasma pneumoniae.
Sobre a Síndrome hemolítico-urêmica típica, analise as assertivas abaixo e, ao final, responda o que se pede:
I - O quadro é classicamente precedido por gastroenterite, frequentemente associada à toxina Shiga produzida por Escherichia coli, acometendo principalmente lactentes e pré-escolares.
II - Trata-se de anemia hemolítica autoimune, caracterizada tipicamente por teste de Coombs direto positivo e hemólise imunomediada.
III - O tratamento inicial recomendado consiste em suporte clínico, com correção hidroeletrolítica, controle da hipertensão e diálise se necessário.
IV - A plasmaférese é frequentemente indicada como terapia inicial na SHU típica, com objetivo de reduzir a mortalidade e preservar a função renal.
Marque a alternativa CORRETA.
Apenas as assertivas II e IV são verdadeiras.
Apenas as assertivas I, II e III são verdadeiras.
Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.
Todas as assertivas são verdadeiras.
Lactente de 5 semanas com história de vômitos biliosos em jato após as mamadas, além de perda de peso e sinais de desidratação. A ultrassonografia de abdome confirma estenose hipertrófica de piloro.
Em relação ao distúrbio ácido-básico e eletrolítico esperado, marque a alternativa CORRETA.
Alcalose metabólica e hipocloremia.
Alcalose metabólica e hipercloremia.
Acidose metabólica e hipocloremia.
Acidose metabólica e hipercloremia.
As infecções do sistema nervoso são causas importantes de morbimortalidade na pediatria e a maioria das infecções são causadas por vírus.
Em relação às infecções virais do sistema nervoso central, marque a alternativa CORRETA.
Nas mielites e radiculopatias a hiperreflexia, a hipertonia e a hipertrofia muscular são achados esperados.
Na avaliação do líquor, a proteinorraquia entre 100 a 1000 mg/dl é achado comum nas encefalites virais.
Febre, rigidez de nuca, crises convulsivas e sinais neurológicos focais são sinais clínicos de meningite e indicam punção lombar imediata.
Os enterovírus são os vírus mais frequentemente associados a meningites e tem incidência aumentada no verão.
Lactente de 1 ano apresentou episódio súbito de engasgo enquanto brincava com grãos. Horas depois, chega ao pronto-socorro assintomático, mas com sibilância localizada e murmúrio vesicular diminuído à direita. Radiografia é normal. Qual a melhor conduta?
Alta, pois a radiografia é normal.
Corticoide e reavaliação ambulatorial.
Tomografia de tórax antes de qualquer procedimento.
Broncoscopia rígida, mesmo com RX normal, se a suspeita clínica for forte.
Heimlich de rotina na sala de observação.
Qual dos seguintes hipotensores NÃO deve ser utilizado em crianças abaixo de 2 anos pelo risco de depressão do sistema nervoso central?
Brimonidina.
Pilocarpina.
Timolol.
Acetazolamida.
Travoprosta.
Durante consulta de puericultura, um lactente do sexo masculino de 6 meses é levado pela mãe para avaliação de rotina. Ao exame físico, observa-se estreitamento do óstio prepucial, com prepúcio não retrátil, sem cicatrizes, sem sinais inflamatórios, sem balonamento durante a micção, sem infecções urinárias ou balanopostites prévias. A criança apresenta crescimento e desenvolvimento adequados. Como médico de família, qual é a melhor conduta?
Prescrever corticoide tópico no prepúcio por 4 a 8 semanas para acelerar a retração prepucial.
Orientar tração forçada diária do prepúcio durante o banho para evitar evolução para fimose patológica.
Encaminhar para urologia pediátrica para avaliação cirúrgica precoce.
Orientar cuidados gerais, tranquilizar a família e evitar qualquer tração forçada do prepúcio.
Indicar circuncisão profilática devido ao risco futuro de infecção urinária.
Criança de 4 anos com asma persistente está em uso regular de beclometasona inalatória 100 mcg/dia há 4 meses, com técnica inalatória adequada e adesão confirmada. Apresentou duas exacerbações moderadas na última semana, com necessidade de corticoide sistêmico. Já fez uso prévio de antagonista de leucotrienos, sem resposta clínica satisfatória. Encontra-se assintomática no momento. Qual é a melhor conduta terapêutica?
Associar beta-2 agonista de longa duração ao corticoide inalatório.
Reintroduzir antagonista de leucotrienos associado ao esquema atual.
Aumentar a dose do corticoide inalatório.
Realizar cursos intermitentes de corticoide sistêmico durante exacerbações, mantendo a dose atual do corticoide inalatório.
Manter o esquema atual, pois a criança encontra-se assintomática no momento.
Recém-nascido a termo apresenta icterícia visível na zona 3 de Kramer nas primeiras 16 horas de vida. A tipagem materna é O (Rh positivo) e o recém-nascido é A (Rh positivo). O teste de Coombs direto é negativo. Qual é a conduta inicial mais adequada nesse caso?
Reavaliar os níveis de bilirrubinas séricas em 24 horas.
Prescrever fenobarbital para acelerar a conjugação hepática da bilirrubina.
Administrar imunoglobulina padrão endovenosa.
Investigar hemólise e indicar tratamento conforme níveis de bilirrubina.
Suspender aleitamento materno temporariamente.
O aleitamento materno possui inúmeros benefícios no desenvolvimento da criança. Sobre suas propriedades, assinale a alternativa INCORRETA.
Em bebês amamentados, a microbiota intestinal predominante é de Bifidobacterium e Lactobacillus spp.
A IgG, predominantemente na forma secretora (IgG secretora), é a principal imunoglobulina presente no leite materno com função reguladora do sistema imune.
A lactante deve seguir uma alimentação saudável e balanceada na gestação e no período de amamentação, independentemente do risco de o bebê desenvolver alergia alimentar.
Estima-se que somente 0,5% a 1% dos bebês em aleitamento materno exclusivo desenvolverão alergia à proteína do leite de vaca posteriormente.
Alguns elementos bioativos do leite materno, que atuam como imunomoduladores, incluem citocinas, quimiocinas, fator de necrose tumoral, lisozima, lactoferrina, imunoglobulinas e oligossacarídeos.
Uma criança de seis anos apresenta espirros, prurido nasal, rinorreia e obstrução nasal que duram 5 dias por semana há mais de 3 meses. Há prejuízo do sono e do desempenho escolar. Segundo o V Consenso Brasileiro sobre Rinites (2024), a classificação de gravidade do quadro é de rinite:
Intermitente moderada/grave.
Recorrente leve.
Persistente leve.
Persistente moderada/grave.
Recorrente moderada/grave.