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Mulher de 61 anos foi encaminhada ao serviço de psiquiatria por alterações de comportamento com meses de evolução, caracterizadas por um interesse particular e exagerado em relação a assuntos religiosos e inclinação a refletir sobre tópicos mais restritos, nomeadamente sobre o destino, iniciando a crença de que estaria predestinada a ser santa. Em termos de antecedentes pessoais, é relevante o fato de a paciente relatar que nasceu “roxa... pensavam que eu estava morta”. Não usa qualquer medicação e nega o consumo de álcool ou outras drogas. À data da observação psiquiátrica, a paciente apresentava-se vigil, orientada no tempo e no espaço e respondia calma e organizadamente às questões colocadas. Apresentava também distorção da memória, descrevendo a sensação de já ter experienciado no passado vários acontecimentos do quotidiano recente (conversas com o filho, ações individuais), fenômeno compatível com déjà vu.
A conduta terapêutica apropriada para o caso descrito é:
optar pela fluoxetina (20 mg/dia) em conjunto com haloperidol 5 mg/dia;
iniciar bupropriona em dose alta (450 mg/dia) para prevenir suicídio;
iniciar antipsicótico atípico (clozapina, 800 mg/dia), porque se trata de esquizofrenia tardia;
optar pelo oxcarbazepina (300 mg/dia), pois a paciente apresenta esclerose mesial temporal;
iniciar com um inibidor irreversível da MAO em dose plena, preferencialmente em conjunto com um inibidor de receptação de serotonina.