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Homem de 49 anos, com sobrepeso (IMC 29 kg/m²), relata pirose e regurgitação há oito meses, piorando após as refeições e ao deitar-se. Nega hematêmese, mas refere desconforto retroesternal diário. Endoscopia digestiva alta demonstra esofagite erosiva grau C pela classificação de Los Angeles, sem sinais de metaplasia intestinal.
De acordo com as diretrizes mais atuais para o manejo da doença do refluxo gastroesofágico, a conduta mais adequada nesse caso é:
prescrever inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose plena única por 8 semanas e reavaliar por endoscopia;
iniciar IBP em dose dupla por 8 semanas, com terapia de manutenção contínua e reavaliação endoscópica após o tratamento;
iniciar IBP em dose única associada a bloqueador H2 noturno, mantendo o esquema por 12 semanas e suspendendo após melhora clínica;
prescrever IBP em dose plena associada a pró-cinético e orientar medidas dietéticas, com reavaliação clínica após 4 semanas;
indicar cirurgia antirrefluxo, considerando o grau C de esofagite e o risco de recorrência após suspensão do IBP.