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Paciente masculino, 53 anos, portador de DPOC grave (VEF₁ =...

Paciente masculino, 53 anos, portador de DPOC grave (VEF₁ = 39%), tabagista há 40 anos (30 cigarros/dia), procura o consultório de pneumologia com objetivo de parar de fumar. Refere já ter tentado parar de fumar por duas vezes, sem sucesso. Nega depressão, mas relata insônia leve. Faz uso de tiotrópio, formoterol/budesonida e prednisona 5 mg em dias alternados. No Teste de Fagerström, obtém 7 pontos. Após discussão em equipe, decide-se iniciar tratamento combinado. Durante o seguimento, o paciente refere que tem reduzido o consumo para 10 cigarros/dia, mas apresenta fissura importante e sintomas de abstinência, mesmo utilizando adesivo de nicotina 21 mg/dia há duas semanas. Qual seria a melhor conduta para esse caso?


A

Manter o adesivo de 21 mg/dia por mais quatro semanas, pois o aumento da dose não é recomendado segundo o protocolo.


B

Substituir a TRN por bupropiona 150 mg/dia, visto que a resposta inicial foi insatisfatória e a associação é contraindicada.


C

Associar uma forma rápida de liberação de nicotina (goma ou pastilha de 2 mg) ao adesivo de 21 mg/dia, utilizando-a conforme necessidade para controle da fissura.


D

Suspender temporariamente o tratamento devido ao uso de corticoide sistêmico, que interfere na farmacocinética da nicotina.


E

Acrescentar vareniclina, fármaco preferencial no SUS para casos de alta dependência à nicotina.