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Paciente masculino, 64 anos, ex-tabagista pesado, com DPOC...

Paciente masculino, 64 anos, ex-tabagista pesado, com DPOC GOLD E e insuficiência respiratória crônica, refere piora progressiva da dispneia nas últimas semanas associada à perda ponderal de 4kg, ansiedade intensa e três internações por exacerbações infecciosas. Está em oxigenoterapia domiciliar, utiliza ventilação não invasiva à noite e recusa novas internações. A família relata dificuldade em compreender a gravidade da situação e insiste em manter “todas as medidas possíveis caso ele piore”. O paciente, por outro lado, afirma que deseja “ficar em casa, sem sofrimento”, e manifesta interesse em registrar suas preferências, inclusive recusando intubação orotraqueal. Durante consulta de seguimento, a equipe nota grande divergência entre o paciente e os familiares sobre as decisões de fim de vida. O pneumologista considera iniciar um plano estruturado de Planejamento Prévio de Cuidados. Sobre a abordagem mais adequada nesse cenário, assinale a alternativa correta.


A

A equipe deve priorizar a decisão familiar, já que, em doenças pulmonares avançadas, os familiares costumam compreender melhor o prognóstico e têm papel crucial nas decisões das limitações terapêuticas.


B

A negativa de intubação orotraqueal deve ser registrada apenas quando houver consenso familiar, pois documentos de vontade antecipada não têm validade em situações de emergência respiratória.


C

Como o paciente apresenta ansiedade e sofrimento emocional, decisões sobre limitações de suporte avançado devem ser adiadas até que ele esteja emocionalmente estável, evitando conversas sobre fim de vida.


D

O pneumologista deve envolver o paciente e o familiar designado como potencial substituto, facilitando uma conversa estruturada sobre valores, objetivos e limites terapêuticos, registrando formalmente as escolhas do paciente de forma clara e acessível.


E

Em pacientes com DPOC avançado, o foco exclusivo deve ser o controle sintomático, e discussões sobre preferências futuras ou diretivas antecipadas não fazem parte dos princípios essenciais de cuidados paliativos.