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Um paciente de 30 anos, do sexo masculino, apresenta-se com queixa de disfagia intermitente para sólidos há 3 anos e dois episódios de impactação alimentar que necessitaram de remoção endoscópica. Ele nega sintomas de pirose ou regurgitação. Uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA) revela anéis esofágicos concêntricos e sulcos longitudinais. As biópsias esofágicas mostram 40 eosinófilos por campo de grande aumento (eos/CGA) no esôfago médio e 50 eos/CGA no esôfago distal. O estômago e o duodeno são histologicamente normais. O paciente inicia tratamento com omeprazol 40mg duas vezes ao dia por 8 semanas. Uma EDA de controle, após o tratamento, mostra resolução completa dos sintomas e das alterações endoscópicas, e as biópsias de seguimento revelam < 5 eos/CGA em todos os fragmentos. De acordo com as diretrizes consensuais mais atuais, assinale a alternativa que apresenta corretamente o diagnóstico e a conduta apropriada.
O paciente não tem Esofagite Eosinofílica (EoE), mas sim Esofagite Eosinofílica Responsiva ao IBP (EE-RPBI), uma entidade clínica distinta que deve ser tratada como Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) atípica.
O diagnóstico de EoE é confirmado. A resposta ao IBP (Inibidor de Bomba de Prótons) deve ser considerada como a indução de remissão da doença, e o IBP deve ser mantido como terapia de manutenção a longo prazo, sendo a primeira linha de tratamento.
O diagnóstico de EoE é provisório. A resposta ao IBP mascara a inflamação alérgica subjacente. O IBP deve ser suspenso e deve-se iniciar uma dieta de eliminação empírica para tratar a causa base da doença.
A resposta ao IBP exclui o diagnóstico de EoE. A presença inicial de eosinófilos era secundária a uma DRGE não erosiva grave, e o paciente deve ser encaminhado para pHmetria esofágica de 24 horas para confirmar o refluxo ácido.
O diagnóstico de EoE é confirmado, mas a resposta ao IBP é considerada subótima, pois não trata o mecanismo Th2. O paciente deve suspender o IBP e iniciar corticoide tópico deglutido (ex: budesonida viscosa oral) para prevenir a remodelação esofágica.