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Paciente masculino, 23 anos, foi submetido à ressecção de tumor cerebral há 2 meses e meio, quando ficou 6 dias intubado no pós-operatório. Um dia após extubação iniciou chiado cervical com dispneia progressiva, tendo sido medicado com broncodilatador sem melhora. Após alta hospitalar, continuou evoluindo com piora da dispneia e deu entrada em insuficiência respiratória aguda, tendo sido submetido à broncoscopia de urgência, que diagnosticou estenose traqueal cicatricial acometendo primeiro ao terceiro anéis e lúmen traqueal de aproximadamente 2mm. Foi realizada dilatação traqueal com melhora importante do quadro. No seguimento, foi realizada mais 4 dilatações com balão, todas sem intercorrências. Deu entrada no pronto-socorro em quadro de insuficiência respiratória aguda, com cornagem importante e esforço respiratório intenso. Última dilatação com balão há 24 horas, sem intercorrências e sem outros achados relevantes no exame clínico. Com base no caso relatado, assinale a alternativa correta.
Há possibilidade de lesão aguda da via aérea evoluindo com mediastinite, que justifica o quadro descrito.
O paciente deve ser intubado imediatamente para alívio da insuficiência respiratória e programação de traqueoplastia cirúrgica para correção definitiva da estenose.
Com a falha na dilatação com balão, está indicada traqueoplastia endoscópica com laser de diodo para controle da estenose.
O quadro sugere edema de laringe devido à manipulação recente da via aérea e deve ser resolvido com ventilação com pressão positiva não invasiva e corticosteroide venoso.
Devido à falha terapêutica na dilatação endoscópica, o paciente deve ser submetido à traqueostomia protetora para evitar novos episódios de insuficiência respiratória aguda.