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Um alergista do SUS reavalia um paciente de 3 anos de idade com diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV) IgE-mediada, estabelecido aos 8 meses após reação de urticária imediata e vômitos de 30 minutos após a ingestão de fórmula infantil. O paciente está em dieta de exclusão estrita desde então. Exames atuais (aos 3 anos): teste de puntura (prick test) com leite de vaca: Pápula 2 mm (Controle Negativo 0 mm; Histamina 6 mm). IgE Específica sérica para leite de vaca: 1,0 kU/L. IgE Específica para Caseína: 0,2 kU/L. O paciente não tem história de asma ou outras comorbidades graves. O serviço dispõe de uma sala de observação ambulatorial (hospital-dia) que funciona das 8h às 17h, mas com alta demanda de leitos. Considerando o perfil dos exames atuais e a necessidade de otimização de recursos ambulatoriais, qual é o protocolo de teste de provocação oral (TPO) mais adequado?
Realizar o TPO em protocolo clássico (7-8 etapas, ex: 1, 3, 10, 30, 50, 100, 100 mL) com intervalos de 30-45 minutos, necessitando de observação por mais 4 horas após a última dose.
Iniciar o TPO com produtos lácteos extensamente cozidos (ex: “baked milk” em muffin) e, se tolerado, agendar um novo TPO para leite in natura em 6 meses.
Contraindicar o TPO. A história de reação imediata (vômitos e urticária) é uma contraindicação absoluta, e o paciente deve manter a dieta de exclusão até os 6 anos.
Realizar um protocolo de TPO abreviado (ex: 3 ou 4 doses crescentes) com intervalos de 20 minutos, visando atingir a dose total em 90 minutos, seguido de observação por 2 horas.
Liberar a introdução do leite em casa, em doses crescentes, pela própria mãe, fornecendo um plano de ação e adrenalina autoinjetável, pois os exames já são negativos.