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A toxoplasmose congênita é prevalente no Brasil e estima-se que nasçam entre 5 e 23 crianças infectadas a cada 10 mil nascidos vivos. A infecção materna é assintomática na maioria das vezes e muitas crianças infectadas, cerca de 90%, não apresentam sintomas ao nascimento. Contudo, se essas crianças são investigadas, entre 60% e 80% apresentam alterações oftalmológicas e/ou neurológicas, com prejuízos variáveis na qualidade de vida. A investigação no pré-natal possibilita adotar medidas profiláticas e terapêuticas para reduzir a taxa de transmissão vertical e acometimento fetal. Em relação à toxoplasmose, assinale a alternativa correta.
Em países desenvolvidos, acredita-se que a principal fonte de infecção materna seja a ingestão do parasita na forma de esporozoíto, contido em carnes com cistos ou em seus produtos crus ou malcozidos.
O Ministério da Saúde do Brasil recomenda triagem pré-natal semestral em pacientes susceptíveis, como estratégia para controlar a toxoplasmose congênita.
Nas pacientes IgG reagente e IgM reagente, a presença de alta avidez de IgG até 16 semanas de gestação confirma o quadro agudo durante a gestação, sendo recomendado o uso da espiramicina.
A frequência de infecção fetal aumenta com o avanço da idade gestacional no momento da infecção materna e o risco de desenvolver doença congênita diminui com a idade gestacional.
Na presença de doença aguda após 32 semanas de gestação, deve-se iniciar, imediatamente, o tratamento com os três seguintes fármacos: sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico e é recomendado procedimento invasivo para pesquisa de infecção fetal devido à elevada taxa de transmissão vertical nesse período.