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A OMS propõe que a assistência obstétrica deve ser pautada no respeito aos direitos da mulher e da criança, com práticas assistenciais baseadas nas evidências científicas disponíveis e não em conveniências de profissionais e instituições. Sobre a assistência ao parto, assinale a alternativa INCORRETA.
Os conceitos das fases clínicas do trabalho de parto (TP), período prodrômico, fase de dilatação (primeiro período), fase de expulsão (segundo período) e dequitação (terceiro período) levam em consideração a gestação em seu termo, ou seja, após a 37ª semana.
Apesar de ser prática comum em vários serviços, a realização de cardiotocografia de rotina na admissão da parturiente de risco habitual não melhora resultados adversos perinatais e, por isso, não é necessária.
As instituições que oferecem assistência ao parto devem disponibilizar analgesia farmacológica à parturiente sempre que os métodos não farmacológicos forem insuficientes ou for do desejo da gestante, independentemente da fase do TP e da dilatação cervical.
Em parturientes com analgesia epidural que adotam posições horizontalizadas no segundo período do parto, verifica-se redução nas taxas de cesariana, sem aumentar o número de partos instrumentalizados, além de relatarem mais satisfação com sua experiência com o parto.
Se o RN estiver em boas condições, o clampeamento do cordão umbilical pode ser tardio, ou seja, postergado por tempo superior a um minuto. Não há evidências de que um intervalo superior a dois minutos entre o nascimento e o clampeamento do cordão umbilical traga benefícios ao RN e também possa aumentar o risco de hemorragia materna.