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Homem de 63 anos, diabético e com abscesso hepático de 5,2 cm identificado por tomografia, encontra-se febril e com dor em hipocôndrio direito. O serviço de radiologia é acionado para drenagem percutânea. O INR do paciente é 1,7 e as plaquetas 92.000/μL. Ele faz uso de enoxaparina terapêutica para TVP há 4 dias. Com base nas recomendações para procedimentos percutâneos e nos critérios de risco de sangramento na radiologia intervencionista, qual é a conduta mais adequada antes da drenagem?
Proceder imediatamente à drenagem, pois abscesso maior que 3 cm é indicação absoluta, independentemente da anticoagulação.
Realizar apenas aspiração guiada por US, pois o risco hemorrágico é menor que na colocação de dreno.
Suspender enoxaparina por pelo menos 12–24 horas e corrigir INR para ≤ 1,5 antes da drenagem percutânea.
Realizar a drenagem apenas após 48 horas sem anticoagulação, independentemente do tipo de heparina.
Aguardar redução espontânea do INR, pois valores até 2,0 são aceitáveis para procedimentos de alto risco.