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Homem de 43 anos apresenta hipertensão arterial de início recente e episódios de cefaleia. Seus exames laboratoriais não demonstram marcadores inflamatórios elevados; a angiotomografia das artérias renais evidencia múltiplas áreas alternando estenoses e dilatações nas porções médias, sem microaneurismas viscerais distais. Considerando a distinção entre vasculites inflamatórias e arteriopatias não ateroscleróticas, assinale a alternativa que descreve de forma mais compatível o diagnóstico e a conduta inicial.
O quadro sugere poliarterite nodosa, indicada pela presença de lesões multifocais em “colar de contas”, devendo-se iniciar imunossupressão com glicocorticoide e ciclofosfamida.
O padrão angiográfico é típico de displasia fibromuscular, que cursa com quadro inflamatório sistêmico importante. Deve-se confirmar com PET/CT e, na presença de captação, iniciar terapia imunossupressora.
Trata-se provavelmente de fibromuscular displasia, uma vasculopatia não aterosclerótica e não inflamatória. A conduta inicial se baseia em controle da pressão arterial e avaliação de necessidade de angioplastia, sem indicação rotineira de imunossupressão.
O padrão em “colar de contas” é clássico da segmental arterial mediolysis, que deve ser tratada com pulsoterapia de metilprednisolona para reduzir o risco de ruptura aneurismática.
A combinação de hipertensão recente e lesões em “colar de contas” define automaticamente poliarterite nodosa associada à hepatite B, sendo desnecessária investigação adicional para vasculopatias não inflamatórias.