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Paciente de 68 anos, com hipertensão arterial de difícil controle e aterosclerose difusa, apresenta piora acelerada da função renal nos últimos meses e episódios recorrentes de edema agudo de pulmão. Exames por imagem mostram estenose ostial significativa de artéria renal, com rins de tamanho preservado e repercussão hemodinâmica documentada.
Considerando a avaliação atual da aterosclerose renovascular e a seleção de pacientes para tratamento intervencionista, qual é a conduta mais adequada?
Manter apenas terapia medicamentosa otimizada, pois os estudos ASTRAL/CORAL demonstraram ausência de benefício da revascularização em todos os subgrupos de estenose renal aterosclerótica.
Solicitar cintilografia renal com captopril para avaliar reserva funcional. Apenas casos com cintilografia positiva devem seguir para angioplastia.
Indicar angioplastia renal com “stent”, pois o paciente apresenta quadro de edema agudo de pulmão recorrente e rápida piora da função renal, sendo um subgrupo que pode se beneficiar de revascularização precoce.
Contraindicar revascularização, já que estenoses ostiais >70% geralmente não são hemodinamicamente significativas e raramente provocam repercussões clínicas importantes.
Solicitar RM (ressonância magnética) com gadolínio como etapa diagnóstica obrigatória antes de qualquer tratamento, já que CTA não permite excluir falsos positivos em estenose ostial.