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Homem de 72 anos, hipertenso e ex-tabagista, é avaliado para tratamento de aneurisma de aorta abdominal infrarrenal com diâmetro máximo de 6,2 cm. A angiotomografia computadorizada pré-operatória demonstra:
• colo proximal com angulação de 70° e configuração reverso-cônica;
• ilíacas externas medindo 6 mm à direita e 7 mm à esquerda;
• calcificação anterior da artéria femoral comum superior a 50% da circunferência à direita.
Considerando o planejamento pré-procedimento e o seguimento pós-operatório do reparo endovascular do aneurisma de aorta abdominal, qual é a conduta mais adequada?
Prosseguir com reparo endovascular padrão, pois a angulação do colo proximal não interfere no risco de falha de selagem ou de endofuga.
Priorizar o acesso femoral direito, uma vez que calcificações extensas da artéria femoral comum não interferem no uso de dispositivos percutâneos.
Considerar técnicas endovasculares avançadas, como técnica em chaminé ou dispositivos fenestrados, adaptando a estratégia ao colo proximal hostil, e planejar vigilância radiológica rigorosa com angiotomografia em 1–3 meses, 6 meses, 12 meses e, se estável, acompanhamento anual.
Na ausência de trombo significativo no colo proximal, realizar seguimento inicial exclusivamente com ultrassonografia, dispensando controle tomográfico no primeiro ano.
O diâmetro das ilíacas externas contraindica o reparo endovascular, sendo mandatória a indicação de cirurgia aberta.