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Uma criança de 6 anos apresenta episódios noturnos recorrentes caracterizados por: início súbito entre 60 e 90 minutos após adormecer, choro inconsolável, taquicardia e olhar fixo, permanecendo não responsiva ao chamado dos pais. Os episódios duram cerca de 10 minutos, seguidos de retorno rápido ao sono, sem lembrança pela manhã. O EEG interictal e o EEG com registro durante o evento são normais, e a polissonografia demonstra aumento de atividade delta profunda. Os pais relatam que, em algumas noites, a criança também desperta parcialmente, senta-se na cama e executa comportamentos motores complexos e estereotipados, sem consciência.
Considerando os transtornos do sono em neurologia pediátrica e seus diagnósticos diferenciais com epilepsia noturna, qual é a hipótese mais consistente, e qual conduta é mais apropriada?
Terror noturno associado a parassonia do despertar N3; orientar higiene do sono e evitar privação antes de considerar farmacoterapia.
Epilepsia focal frontal noturna; iniciar levetiracetam mesmo com EEG normal, pois crises frontais frequentemente não têm correlação eletroencefalográfica.
Despertar confusional associado a distúrbio respiratório do sono leve; iniciar CPAP como tratamento inicial.
Parassonia N2 tipo "arousal abrupto episódico"; iniciar clonazepam de imediato devido ao risco de automutilação.
Distúrbio comportamental do sono REM infantil; solicitar videopolissonografia com registro de atonia REM para confirmação.