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Uma criança de 10 anos apresenta cefaleia diária, de intensidade moderada a grave, em região difusa, associada a náuseas leves, fotofobia e irritabilidade. A dor piora ao final do dia e melhora parcialmente com analgésicos simples. A mãe relata que a criança passa longos períodos em frente a telas e apresenta dificuldade de concentração na escola. O exame neurológico e oftalmológico são normais.
Considerando a apresentação clínica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Cefaleia por abuso de analgésicos; suspender abruptamente todos os analgésicos e iniciar profilaxia preventiva com anticorpo monoclonal.
Enxaqueca crônica pediátrica; iniciar imediatamente triptano oral diário preventivo e solicitar neuroimagem de rotina.
Cefaleia tensional crônica episódica; orientar higiene do sono, limitar tempo de telas, manejo de estresse, fisioterapia e uso de analgésicos simples quando necessário.
Cefaleia secundária por hipertensão intracraniana idiopática; prescrever diurético osmótico imediatamente, mesmo sem papiledema.
Cefaleia por deficiência visual; prescrever óculos corretivos imediatamente e encaminhar para fisioterapia ocular.