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Uma paciente de 20 anos, previamente hígida, iniciou tratamento psiquiátrico após diagnóstico de esquizofrenia. Foi prescrita risperidona 4 mg/dia, com melhora importante dos sintomas positivos em cerca de seis semanas. No entanto, a paciente retorna referindo galactorreia e amenorreia, com exame beta hCG negativo. Considerando a teoria das vias dopaminérgicas na esquizofrenia e o mecanismo de ação dos antipsicóticos, assinale a alternativa que melhor explica os achados clínicos atuais.
A risperidona atua predominantemente na via mesocortical, bloqueando receptores D1, o que leva à desinibição da secreção de prolactina pela hipófise anterior, causando galactorreia.
O bloqueio dos receptores D2 na via mesolímbica reduz a inibição dopaminérgica sobre a hipófise, justificando a hiperprolactinemia e os sintomas endócrinos apresentados.
A galactorreia decorre principalmente do bloqueio dopaminérgico D2 na via nigroestriatal, que promove hiperprolactinemia e sintomas extrapiramidais associados.
A hiperprolactinemia é explicada pela ação da risperidona sobre a via mesocortical, em que o bloqueio D2 reduz o tônus dopaminérgico préfrontal, resultando em aumento da secreção de prolactina pela neuro-hipófise.
A risperidona bloqueia receptores D2 na via tuberoinfundibular, reduz o efeito inibitório da dopamina sobre os lactotrofos da hipófise anterior e causa hiperprolactinemia, manifestando-se como galactorreia e amenorreia.