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Um homem de 35 anos faleceu em um acidente de trânsito violento. Sua mãe, 68 anos, comparece à consulta psiquiátrica uma semana após o evento, referindo pesadelos recorrentes com o acidente, memórias intrusivas do velório do filho, choro constante, evitação de qualquer rota que passe pelo local do acidente e grande sofrimento mental. Nega história prévia de transtornos psiquiátricos ou doenças clínicas relevantes. Considerando o DSM-5-TR, assinale a alternativa correta quanto ao possível diagnóstico e ao curso esperado desse quadro.
Trata-se de Transtorno de Estresse PósTraumático (TEPT), pois já há sintomas bem definidos de revivescência, evitação e sofrimento, que podem ser diagnosticados a partir de qualquer momento após o trauma.
O quadro é compatível com transtorno de estresse agudo, pois os sintomas surgiram dentro do primeiro mês após o evento traumático. Se eles persistirem por mais de um mês, o diagnóstico seria de TEPT.
Não se trata de transtorno relacionado a trauma, pois a presença de luto exclui automaticamente o diagnóstico de transtorno de estresse agudo de acordo com o DSM-5-TR. Nesse caso, depressão maior precisa ser investigada e medicada.
O diagnóstico adequado é transtorno de ajustamento, já que o evento não configura critério de estressor traumático para transtorno de estresse agudo ou transtorno de estresse póstraumático.
Trata-se de um quadro de depressão maior, devido ao luto pela morte do filho. Além disso, não há características típicas de transtorno relacionado ao trauma.