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Gestante de 30 anos, 24 semanas, com diagnóstico de transtorno depressivo maior grave com sintomas psicóticos e ideação suicida persistente, apresentou resposta insuficiente a tratamento adequado com antidepressivos em dose plena e acompanhamento psiquiátrico. A equipe médica considera o uso de eletroconvulsoterapia (ECT). Sobre ECT na gestação, assinale a alternativa correta.
A ECT é contraindicada em qualquer trimestre da gestação, devido ao alto risco de malformações fetais e morte materna. A melhor conduta seria insistir na farmacoterapia.
A ECT pode ser utilizada no primeiro trimestre. Após 12 semanas, o risco obstétrico torna-se proibitivo pelo risco de malformações fetais.
Quando indicada na gestação, a ECT deve ser realizada sem anestesia geral, para evitar exposição fetal a fármacos.
A ECT pode ser indicada em gestantes com quadros graves e refratários desde que realizada em ambiente adequado, com equipe multiprofissional (psiquiatra, anestesista e obstetra) e monitorização materno-fetal.
A ECT, quando utilizada na gestação, está associada a malformações congênitas e atraso neurocognitivo na prole, além de alto risco para a saúde materna. Por isso é ilegal no Brasil.