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Idosa de 91 anos, portadora de síndrome da fragilidade e sarcopenia, demência avançada, evoluiu com diarreia crônica, sem melhora após ajuste de dieta (retirou lactose). Evacua 3 vezes ao dia, fezes líquidas, nega sangramentos visíveis. Já realizou diversos exames de fezes e sangue com o médico gastroenterologista, e a filha diz que todos sempre estão normais. Nunca fez colonoscopia. Antecedente de hipertensão, infarto agudo do miocárdio prévio, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca.
Considerando a funcionalidade e o prognóstico da paciente, qual é a melhor abordagem?
Prosseguir investigação diagnóstica com colonoscopia, pois diarreia crônica em idosos deve sempre ser elucidada, independentemente de funcionalidade, para não perder diagnósticos potencialmente tratáveis, bem como evitar desidratação e internações desnecessárias.
Orientar restrições dietéticas ampliadas (glúten, gorduras, fibras insolúveis), pois ajustes alimentares progressivos são a principal estratégia em diarreia crônica no idoso frágil.
Revisão rigorosa de medicamentos que possam causar diarreia (ex.: inibidores de bomba, laxativos, metformina), otimização da hidratação, iniciar probióticos e enzimas digestivas de forma empírica, por serem estratégias de baixo risco e potencial benefício, solicitar pesquisa de sangue oculto nas fezes e, somente se positiva, realizar colonoscopia para investigação.
Optar por abordagem centrada em conforto e controle de sintomas, incluindo: revisão rigorosa de medicamentos que possam causar diarreia (ex.: inibidores de bomba, laxativos, metformina), otimização da hidratação, cuidado perineal e uso criterioso de agentes antidiarreicos como loperamida após descartar sinais de alarme. Evitar exames invasivos que não mudariam conduta no contexto de demência avançada e fragilidade extrema.
Introduzir nutrição enteral por sonda para estabilizar o padrão das fezes e garantir aporte adequado, uma vez que o quadro de sarcopenia sugere risco nutricional elevado.