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A Insuficiência Adrenal Secundária decorrente da supressão do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal por uso crônico de glicocorticoides exógenos é a causa mais comum de hipocortisolismo na prática clínica. O reconhecimento do risco de crise adrenal aguda durante situações de estresse, como cirurgias de grande porte, exige protocolos de reposição profilática. No contexto da fisiopatologia e manejo do desmame de corticoides para prevenir a insuficiência adrenal, assinale a alternativa correta.
Pacientes que utilizaram o equivalente a vinte miligramas ou mais de prednisona por dia por um período superior a três semanas devem ser considerados portadores de supressão do eixo e necessitam de avaliação ou cobertura em situações de estresse.
A utilização de Hidrocortisona por via intramuscular é vedada em pacientes com crise adrenal aguda, devendo o Clínico Geral priorizar a administração de Dexametasona por via inalatória para evitar a absorção sistêmica errática.
O teste de tolerância à insulina é contraindicado para a avaliação da reserva adrenal em pacientes com suspeita de insuficiência adrenal secundária, sendo a dosagem de Corticotrofina (ACTH) plasmática o único método bioquímico validado.
A secreção de mineralocorticoides (Aldosterona) encontra-se severamente comprometida na insuficiência adrenal secundária, resultando obrigatoriamente em hiperpotassemia grave e acidose metabólica hiperclorêmica em todos os casos.