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No perioperatório em cirurgia de cabeça e pescoço há componentes críticos que modulam mortalidade precoce e morbidade tardia. A adoção de protocolos ERAS (enhanced recovery) para cabeça e pescoço tem modificado condutas clássicas sobre timing de nutrição, anticoagulação profilática e metas de sedação e mobilização.
Diante disso, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
A recomendação contemporânea em microcirurgia reconstrutiva é de manter o hematócrito intraoperatório acima de 40% para garantir viscosidade suficiente e otimizar taxa de fluxo laminar no pedículo arterial do retalho.
No preparo pré-operatório, betabloqueadores instituídos recentemente (< 7 dias) para controle tensional devem ser mantidos até o intraoperatório, pois sua retirada abrupta aumenta risco de vasoespasmo arterial microvascular do retalho.
A sedação profunda prolongada no pós-operatório imediato (primeiras 48h) é preferida em pacientes com retalho livre reconstrutivo, pois diminui o tônus simpático e, portanto, diminui risco de trombose primária.
A introdução de nutrição enteral precoce dentro de 24h é um pilar de ERAS em cabeça e pescoço: correlaciona-se com menor taxa de infecção, menor tempo de internação e menor taxa de complicações relacionadas à cicatrização de anastomoses mucosas.


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