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Paciente de 48 anos, com diagnóstico de asma desde a idade adulta, que permanece mal controlada apesar do uso regular de corticosteroide inalatório em alta dose associado a LABA e LAMA. Apresentou duas exacerbações graves no último ano, ambas necessitando de corticosteroide sistêmico. Exames laboratoriais mostram eosinófilos no sangue periférico de 420 células/µL e fração exalada de óxido nítrico (FeNO) de 38 ppb. O IgE total é de 60 UI/mL, sem evidência de sensibilização alérgica clinicamente relevante. Foram revisadas técnica inalatória, adesão ao tratamento e comorbidades associadas, não sendo identificados fatores corrigíveis. Com base nas características clínicas e nos fenótipos de asma grave, assinale a alternativa que melhor justifica a indicação de terapia biológica para esse paciente.
A ausência de atopia clínica e o IgE total inferior a 100 UI/mL contraindicam o uso de qualquer terapia biológica.
O início da asma na idade adulta sugere maior probabilidade de resposta ao omalizumabe, independentemente dos biomarcadores inflamatórios.
O uso prévio de corticosteroide sistêmico em exacerbações elimina o benefício esperado das terapias biológicas atualmente disponíveis.
A presença de FeNO elevado isoladamente indica preferência obrigatória por terapias anti-IgE.
A presença de eosinofilia periférica associada a FeNO elevado caracteriza um fenótipo de asma grave com inflamação tipo 2, no qual terapias anti-IL-5, anti-IL-5R ou anti-IL-4Rα são opções apropriadas.