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Homem, 62 anos, ex-tabagista (45 anos-maço), apresenta...

Homem, 62 anos, ex-tabagista (45 anos-maço), apresenta dispneia progressiva há 2 anos, classe funcional III (OMS). Tomografia de tórax evidencia enfisema centrolobular moderado a grave, sem sinais de tromboembolismo pulmonar crônico. Provas de função pulmonar mostram VEF1 40% do previsto e DLCO 30% do previsto. Ecocardiograma transtorácico sugere alta probabilidade de hipertensão pulmonar, com dilatação e disfunção moderada de ventrículo direito, sem disfunção sistólica do ventrículo esquerdo ou valvopatia significativa. O paciente é submetido a cateterismo cardíaco direito, que revela os seguintes dados em repouso:


  1. Pressão média da artéria pulmonar (PAPm): 38 mmHg.
  2. Pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP): 14 mmHg.
  3. Débito cardíaco (termodiluição): 4,2 L/min.
  4. Resistência vascular pulmonar (RVP): 5,7 Wood.


Com base exclusivamente nesses dados clínicos, funcionais e hemodinâmicos, segundo a classificação da Diretriz ESC/ERS 2022, qual é o grupo de hipertensão pulmonar mais provável?


A

Hipertensão arterial pulmonar (Grupo 1), pois os critérios hemodinâmicos de HP pré-capilar estão preenchidos.


B

Hipertensão pulmonar por doença do coração esquerdo (Grupo 2), em razão da POAP limítrofe.


C

Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (Grupo 4), devido à RVP elevada.


D

Hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar e/ou hipóxia (Grupo 3).


E

Hipertensão pulmonar de mecanismos multifatoriais (Grupo 5), pela sobreposição de achados.