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Mulher de 62 anos, com diagnóstico de bronquiectasias cilíndricas em lobos médios e inferiores, apresenta fadiga, perda ponderal de 4 kg e tosse purulenta há 4 meses. Duas culturas de escarro (coletadas em intervalos de 2 semanas) foram positivas para Mycobacterium avium complex (MAC). A TCAR de tórax demonstra nódulos centrolobulares com padrão de “árvore em brotamento” e novas áreas de consolidação cavitada. Com base no guideline da ATS/ERS/IDSA e da British Thoracic Society (BTS), qual é a estratégia terapêutica inicial correta?
Iniciar esquema quaternário com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (RIPE), considerando a alta prevalência de tuberculose e a possibilidade de contaminação das culturas por MAC ambiental.
Prescrever monoterapia com claritromicina 500 mg (2 vezes ao dia), visto que o uso de múltiplos fármacos em pacientes com bronquiectasias deve ser evitado para reduzir a toxicidade e o risco de interações medicamentosas.
Iniciar regime combinado com uma claritromicina (ou azitromicina), etambutol e rifampicina, administrados pelo menos 3 vezes por semana ou diariamente, dependendo da gravidade e da presença de cavitação, mantendo o tratamento por no mínimo 12 meses após a negativação das culturas.
Iniciar ciprofloxacino associado à amoxicilina e clavulanato por 21 dias para tratar a exacerbação bacteriana purulenta e repetir as culturas de micobactérias após 3 meses de estabilidade clínica.
Indicar ressecção cirúrgica segmentar imediata como terapia de primeira linha, visando o controle do foco infeccioso e a prevenção da disseminação broncogênica da micobactéria para o pulmão contralateral.