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Mulher de 59 anos, não tabagista, apresenta tosse seca diária há 14 meses, desencadeada por perfumes, fala prolongada e mudanças de temperatura. Refere sensação de “irritação” na garganta antes das crises. Já foi adequadamente tratada, de forma sequencial e documentada, para asma variante da tosse com corticoide inalatório em dose plena, rinite com corticoide nasal e refluxo gastroesofágico com inibidor de bomba de prótons por 12 semanas, sem melhora. Espirometria, TC de tórax e endoscopia digestiva alta são normais. De acordo com a abordagem atual da tosse crônica refratária em adultos, qual é a conduta mais apropriada?
Repetir investigação extensa para causas orgânicas raras, incluindo broncoscopia com biópsia endobrônquica.
Iniciar antibioticoterapia empírica prolongada visando infecção bacteriana subclínica das vias aéreas.
Intensificar o tratamento antirrefluxo com associação de pró-cinético e duplicação da dose do inibidor de bomba de prótons.
Reconhecer o quadro como síndrome da hipersensibilidade da tosse e indicar terapia neuromoduladora, associada ou não à terapia fonoaudiológica.
Iniciar corticoterapia sistêmica em baixa dose por tempo prolongado, devido à suspeita de inflamação subclínica persistente.