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Para responder às questões 42 a 44, considere o caso abaixo:
Uma adolescente de 15 anos apresenta hemiparesia espástica à esquerda desde a primeira infância. Evoluiu com deformidade em equino do tornozelo esquerdo, dificuldade progressiva para marcha independente e fadiga aos esforços. A mãe refere que a paciente nasceu prematura, teve sofrimento perinatal e atraso nos marcos do desenvolvimento motor. Atualmente, observa-se espasticidade importante em tríceps sural, encurtamento muscular e limitação da dorsiflexão ativa e passiva.
Considerando a história natural da instalação e evolução da incapacidade, assinale a alternativa correta.
A deformidade em equino é consequência primária da lesão neurológica central, surgindo de forma súbita e independente da ação muscular.
A incapacidade funcional decorre do déficit motor inicial, não sofrendo influência do crescimento, da gravidade ou do uso repetitivo dos membros.
O quadro decorre de uma condição neurológica não progressiva, na qual alterações secundárias musculoesqueléticas se desenvolvem ao longo do tempo, contribuindo para a limitação funcional.
A presença de deformidades indica provável piora da lesão cerebral de base, caracterizando doença neurológica degenerativa.
O equinismo observado resulta apenas de fraqueza muscular distal, sendo independente do tônus aumentado.