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Dois pacientes pediátricos com mielomeningocele lombar apresentam evolução funcional distinta:
• Caso A: Menino de 7 anos apresenta lesão lombar baixa (L3-L4), preservação da força nos quadris, joelhos e membros superiores, abolição da sensibilidade abaixo de L3 bilateral, equilíbrio de tronco adequado, sem deformidades articulares, frequência irregular à reabilitação devido a barreiras familiares e baixa adesão às orientações domiciliares de fisioterapia.
• Caso B: Menina de 8 anos apresenta lesão lombar baixa (L2-L3), força preservada nos membros superiores, déficit sensorial significativo abaixo de L2 bilateral, desequilíbrio de tronco, deformidade em flexão do quadril direito, participa regularmente de reabilitação e recebe suporte familiar consistente.
Considerando fatores de bom e mau prognóstico para marcha funcional, assinale a alternativa correta.
O prognóstico de marcha é equivalente para ambos os pacientes, pois a localização lombar da lesão determina totalmente a capacidade funcional, independentemente de força, déficit sensorial, equilíbrio, deformidades, frequência de reabilitação ou suporte familiar.
O prognóstico de marcha do caso A é mais favorável devido à preservação da amplitude articular do quadril, apesar da abolição sensorial bilateral abaixo de L3 e da frequência irregular à reabilitação, enquanto o caso B apresenta pior prognóstico devido à deformidade articular, mesmo que a sua deficiência sensorial seja menor e a adesão seja consistente.
A presença de déficit sensorial ou desequilíbrio de tronco em qualquer caso não altera o prognóstico de marcha, pois o acompanhamento regular à reabilitação e a adesão familiar não são determinantes para a função de marcha.
O prognóstico de marcha do caso B é mais favorável devido à preservação da força proximal e de membros superiores, equilíbrio de tronco, adesão regular à reabilitação e suporte familiar consistente, enquanto o caso A apresenta pior prognóstico devido à abolição sensorial bilateral, frequência irregular à reabilitação e baixa adesão domiciliar, mesmo com ausência de deformidades.
Crianças com lesão lombar sempre apresentam marcha funcional limitada, independentemente de força, déficit sensorial, equilíbrio, deformidades, adesão ou suporte familiar, tornando o prognóstico reservado em ambos os casos.