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Um homem de 34 anos procura a Unidade Básica de Saúde relatando dor epigástrica há 3 meses, em queimação, com alívio parcial após alimentação e recorrência noturna. Refere uso diário de anti-inflamatório não esteroidal (AINE) há mais de 1 ano por lombalgia crônica, sem prescrição regular. Nega perda ponderal, vômitos persistentes, hematêmese ou melena. Ao exame físico, apresenta dor à palpação profunda em epigástrio, sem sinais de peritonite.
A UBS dispõe de teste não invasivo para Helicobacter pylori, mas o acesso à endoscopia digestiva alta é restrito e regulado. Considerando os princípios da Atenção Primária à Saúde, o manejo ambulatorial baseado em evidências e as recomendações clássicas da literatura de Medicina de Família e Comunidade, qual é a conduta mais adequada neste momento?
Iniciar antagonista do receptor H2 em monoterapia, suspender o AINE, e solicitar Endoscopia digestiva alta na urgência. Realizar teste não invasivo para H pylori, caso não apresente melhora clínica.
Suspender o AINE, realizar teste não invasivo para H. pylori e, se positivo, iniciar terapia de erradicação associada a IBP, reservando endoscopia para falha terapêutica ou surgimento de sinais de alarme.
Iniciar tratamento empírico com inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose plena por 8 semanas, e investigar H. pylori se não houver melhora clínica, pois o uso crônico de AINE exclui a necessidade de erradicação.
Solicitar endoscopia digestiva imediata, devido à presença de sinais de alarme e risco de perfuração, além de suspender o uso do AINE.