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Caso hipotético: mulher de 32 anos procura a Atenção Primária à Saúde (APS) relatando dor torácica leve a moderada, palpitações e sensação de falta de ar há 3 meses. Exames prévios (ECG, radiografia de tórax, hemograma, eletrólitos, TSH) foram normais. Ela descreve piora dos sintomas em situações de conflito familiar e refere múltiplas consultas médicas anteriores. Nega perda ponderal, síncope, febre ou uso de drogas.
Considerando o manejo de sintomas somáticos persistentes e sem explicação médica orgânica evidente no atendimento, qual a condução mais adequada?
Suspender imediatamente todas as atividades profissionais da paciente até que se esclareça a causa dos sintomas.
Solicitar investigação extensa com tomografia de tórax, teste ergométrico e avaliação cardiológica urgente.
Reforçar que os sintomas “não são nada” e que ela deve evitar pensar sobre eles para não piorar.
Encaminhar imediatamente para Psiquiatria sem iniciar nenhum manejo na APS.
Estabelecer acompanhamento longitudinal, validar o sofrimento, evitar exames repetitivos desnecessários e iniciar intervenção breve focada em estratégias de enfrentamento.