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Caso hipotético: uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) acompanhada de um amigo. Ela relata que, nas últimas semanas, desenvolveu ansiedade intensa, sensação de perseguição, episódios intermitentes de insônia total e dificuldade para se alimentar. Hoje, segundo o acompanhante, a paciente passou a afirmar que “estão enviando mensagens cifradas para matá-la por meio da televisão”, recusando-se a permanecer sozinha em casa. Na consulta, apresenta discurso organizado, porém com conteúdo francamente delirante persecutório. Nega uso recente de álcool, mas refere ter ingerido “alguns comprimidos para dormir” ontem à noite, sem especificar quais e sem intenção clara. Ao exame físico, está normotensa, hidratada, orientada no tempo, mas com intensa agitação psíquica.
Considerando a abordagem da emergência psiquiátrica na Atenção Primária à Saúde (APS) e os riscos envolvidos, qual é a conduta mais adequada?
Avaliar risco imediato, monitorizar sinais vitais, investigar possível intoxicação medicamentosa e encaminhar a paciente para avaliação psiquiátrica de urgência, garantindo segurança durante o transporte.
Manter acompanhamento na própria APS com prescrição inicial de antipsicótico de baixa dose e reavaliação em 24–48 horas, priorizando abordagem territorial e vínculo longitudinal.
Solicitar exames laboratoriais de rotina, orientar higiene do sono e agendar retorno em curto prazo, uma vez que delírios sem alteração do nível de consciência geralmente não configuram emergência.
Instituir benzodiazepínico de uso contínuo para redução da agitação, orientar a família e manter observação domiciliar até definição diagnóstica mais precisa.
Encaminhar para psicoterapia ambulatorial especializada como primeira medida, uma vez que a paciente não apresenta risco imediato à própria vida.