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No manejo cirúrgico de tumores intradurais extramedulares (IDEM), assinale a alternativa INCORRETA quanto à anatomia, indicações cirúrgicas e técnicas de ressecção.
Tumores IDEM representam histopatologias variadas, mas a maioria (schwannomas, neurofibromas, meningiomas, ependimomas mixopapilares do filum terminale) é benigna e passível de ressecção completa com preservação ou melhora da função neurológica por meio de procedimento cirúrgico, sendo que tumores múltiplos são incomuns, exceto em neurofibromatose ou Von Hippel-Lindau.
Tumores dumbbell (tipo II) originam-se do segmento intradural da raiz nervosa dorsal/ventral, com crescimento lateral pelo manguito dural e forame neural. Sua ressecção preferencial é em etapa única via abordagem posterior aberta ou MIS paramediana, preservando facetas para evitar instabilidade.
Para schwannomas intradurais, a raiz aferente é tipicamente não funcional e dividida, enquanto a eferente funcional é preservada. A camada aracnoide intermediária deve ser aberta para dissecção direta na cápsula tumoral, evitando lesão à medula espinhal.
Meningiomas espinhais geralmente são iso/hipointensos em T1 e iso/hiperintensos em T2 na RM, podendo apresentar o dural tail clássico. A abordagem posterior é preferida para 80% (posterior/posterolateral), com coagulação da base dural para lesões laterais/ventrais.
Ependimomas mixopapilares do filum terminale devem ser ressecados em piecemeal obrigatoriamente devido à fragilidade tumoral e ao envolvimento íntimo com raízes da cauda equina, pois a ressecção en bloc aumenta significativamente as taxas de recorrência em comparação à ressecção subtotal.