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No manejo cirúrgico da hidrocefalia no adulto, a escolha entre Terceiro-Ventriculostomia Endoscópica (TVE) e Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP) depende de múltiplos fatores clínicos e anatômicos. Com base nos princípios de tratamento da hidrocefalia em adultos, assinale a alternativa INCORRETA.
A hidrocefalia obstrutiva por estenose de aqueduto cerebral em adultos deve ser preferencialmente tratada por TVE quando há expertise disponível, com taxa de patência entre 60–80% após vários meses a anos, sendo a falha precoce do estoma geralmente indicativa de necessidade de derivação permanente.
Na hidrocefalia comunicante (absortiva) com dilatação dos quatro ventrículos secundária a hemorragia subaracnoidea, o mecanismo fisiopatológico envolve cicatrização no espaço subaracnóideo ou esclerose inflamatória nas vilosidades aracnoides, reduzindo a taxa de absorção liquórica e indicando tratamento por derivação ventricular.
As complicações mais comuns da derivação ventriculoperitoneal incluem obstrução do cateter ventricular (local mais frequente de falha por crescimento de plexo coroide ou debris), infecção (que necessita remoção de todo o sistema) e hiperdrenagem com potencial formação de hematoma subdural por ruptura de veias-ponte.
Na hidrocefalia de pressão normal (HPN), a tríade clássica de Hakim-Adams inclui apraxia de marcha (primeiro sintoma), incontinência urinária e disfunção cognitiva (último sintoma), sendo o tap-test (remoção de 30–50 mL de LCR com melhora clínica) um preditor positivo de resposta à derivação, embora a taxa de falso-negativo não seja bem estabelecida.
Válvulas de pressão diferencial programáveis percutaneamente são particularmente úteis em adultos devido à menor plasticidade cerebral comparada às crianças, permitindo ajuste fino das pressões de drenagem. Além disso, na síndrome de ventrículos em fenda por hiperdrenagem, a adição de um sistema de derivação lomboperitoneal ao sistema ventriculoperitoneal funcionante pode aliviar os sintomas sem necessidade de craniectomia descompressiva.