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Um paciente de 32 anos é admitido no pronto-socorro com quadro de febre alta (39,2 °C), cefaleia intensa há 4 dias e rigidez de nuca. Há relato de sinusite frontal crônica em tratamento irregular. Nas últimas 24 horas, desenvolveu hemiparesia à esquerda e apresentou duas crises convulsivas focais. Ao exame, encontra-se sonolento, com meningismo e Glasgow 13. A ressonância magnética cerebral com contraste demonstra coleção subdural no hemisfério direito, com realce intenso da membrana medial e deslocamento medial da interface córtico-subcortical, além de sinais de sinusite frontal ativa. Considerando o diagnóstico mais provável e as evidências atuais sobre o manejo dessa condição, assinale a alternativa correta.
A punção lombar está indicada nesse momento para isolamento do agente etiológico, visto que os organismos geralmente estão presentes no líquor e a cultura é fundamental para direcionamento antibiótico precoce.
O tratamento inicial deve consistir em antibioticoterapia empírica com ceftriaxone e metronidazol, associada à corticoterapia em altas doses, postergando a abordagem cirúrgica para avaliação da resposta clínica nas primeiras 48–72 horas.
A drenagem por trepanação é considerada abordagem adequada em pacientes criticamente graves com empiema subdural localizado, embora possa haver necessidade de procedimento adicional em até 20% dos casos, especialmente na presença de septações.
A taxa de mortalidade dessa condição permanece próxima a 50% mesmo na era da tomografia computadorizada e dos antibióticos modernos, sendo o principal fator prognóstico a localização da coleção (convexidade versus região parafalcina).
Estreptococos aeróbicos estão presentes em apenas 10–15% dos casos relacionados à sinusite, sendo os estafilococos e bacilos Gram-negativos aeróbicos os agentes mais frequentemente isolados nesse contexto etiológico.