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Uma paciente de 52 anos com diagnóstico de carcinoma de mama HER-2 positivo há 3 anos é encaminhada ao neurocirurgião após detecção de lesão cerebral em exame de ressonância magnética de controle. Apresenta cefaleia leve há 2 meses, sem déficits neurológicos. A RM de encéfalo com contraste demonstra lesão única em hemisfério cerebral direito, parietal posterior, medindo 2,8 cm de diâmetro máximo, com captação anelar de contraste e edema perilesional moderado. Não há outras lesões intracranianas. A investigação sistêmica (TC de tórax, abdome e pelve, PET-scan e cintilografia óssea) não demonstra doença extracraniana ativa. O índice de Karnofsky é 90. A biópsia da lesão primária há 3 anos confirmou carcinoma ductal invasivo HER-2 positivo. Considerando as evidências atuais sobre o manejo cirúrgico de metástases cerebrais, assinale a alternativa correta.
A ressecção cirúrgica seguida de radioterapia adjuvante demonstrou superioridade em relação à radioterapia de cérebro total isolada em estudos randomizados classe I para metástase única, com aumento significativo na sobrevida mediana (40 semanas versus 15 semanas) e maior duração da independência funcional, especialmente em pacientes com KPS ≥70 e doença extracraniana ausente ou controlada.
A presença de metástase cerebral única em paciente com neoplasia primária tratada há 3 anos constitui contraindicação absoluta para ressecção cirúrgica, sendo a radioterapia de cérebro total isolada o tratamento de escolha, com sobrevida mediana esperada de aproximadamente 15 semanas.
Considerando tratar-se de carcinoma de mama com alta radiossensibilidade à radioterapia fracionada convencional, a radiocirurgia estereotáxica ou a radioterapia de cérebro total são superiores à ressecção cirúrgica nesse caso, independentemente do tamanho da lesão ou do status funcional da paciente.
O intervalo de 3 anos entre o diagnóstico do tumor primário e o aparecimento da metástase cerebral é considerado curto para carcinoma de mama, sendo fator prognóstico desfavorável que contraindica tratamento cirúrgico, devendo-se optar por tratamento paliativo exclusivo com corticosteroides.
Lesões metastáticas entre 1 e 3 cm de diâmetro máximo devem obrigatoriamente ser tratadas com radiocirurgia estereotáxica isolada, uma vez que estudos randomizados demonstraram superioridade inequívoca dessa modalidade sobre a ressecção cirúrgica em termos de sobrevida global e controle local da doença.