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Um homem de 28 anos chega ao pronto-socorro após crise convulsiva focal com generalização secundária, recuperando-se sem déficit focal persistente. A RM encefálica sugere MAV supratentorial. Sobre as MAVs, é INCORRETO afirmar que:
Conceitualmente são definidas como uma comunicação direta entre vasos arteriais e venosos sem a interposição de um leito capilar.
A apresentação mais comum é por meio de hemorragia. O risco anual é por volta de 2–4%, sendo alguns fatores que contribuem para esse número ruptura prévia, idade de diagnóstico, drenagem e tamanho.
A classificação mais comumente usada é a de Spetzler-Martin, indo de I a IV. As MAVs grau II e III tem como primeira linha de tratamento a radiocirurgia pelo alto risco cirúrgico envolvido.
As MAVs grau I devem sempre ser tratadas. As características anatômicas e angiográficas tornam a lesão mais favorável à ressecção cirúrgica.
Durante a ressecção microcirúrgica de uma MAV, a dissecção é tipicamente periférica e circunferencial, iniciando-se pela abertura aracnoidea no sulco adjacente e avançando até quase completar o cercamento do nidus, sem penetrá-lo.