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Paciente com conjuntivite alérgica sazonal refratária não respondeu adequadamente a três semanas de terapia consistente com um anti-histamínico tópico com propriedades estabilizadoras de mastócitos e apresenta sintomas oculares graves persistentes sem evidência de olho seco concomitante ou conjuntivite tóxica. A partir desse quadro, qual é a abordagem terapêutica mais apropriada, considerando os riscos potenciais e a necessidade de supervisão especializada?
Iniciar imediatamente imunoterapia sublingual (SLIT) com extratos alergênicos, sem necessidade de referência a oftalmologista, pois a imunoterapia modula a resposta imune de forma semipermanente e é superior aos corticosteroides tópicos em casos refratários.
Prescrever um curso curto de corticosteroides tópicos “soft” como loteprednol, com duração máxima de duas semanas, sob supervisão de oftalmologista, e considerar referência simultânea a alergista para identificação de alérgenos e possível imunoterapia alergênica.
Substituir o anti-histamínico tópico por AINEs tópicos como cetorolaco, uma vez que eles inibem a conversão de ácido araquidônico em prostaglandinas, oferecendo alívio superior em inflamação ocular refratária sem riscos de elevação da pressão intraocular.
Recomendar o uso prolongado de descongestionantes/vasoconstritores tópicos combinados com anti-histamínicos orais não sedativos, como fexofenadina, para controlar a hiperemia e o prurido, evitando corticosteroides devido ao risco de perfuração corneana.
Iniciar ciclosporina tópica off label em concentrações variadas, sem supervisão oftalmológica, pois ensaios randomizados demonstram sua superioridade aos corticosteroides em modular a inflamação crônica sem riscos.