

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Uma mulher de 45 anos, com histórico remoto (>15 anos) de rash cutâneo maculopapular não pruriginoso após uso de amoxicilina para infecção dentária, sem anafilaxia, urticária, angioedema ou sintomas sistêmicos, consulta em atenção primária para avaliação de alergia à penicilina antes de cirurgia eletiva. Ela nega uso recente de antibióticos, tem comorbidades controladas (hipertensão) e exame físico normal. Testes laboratoriais mostram IgE total normal, sem eosinofilia. Considerando o protocolo de teste de provocação oral direto, integrando critérios de baixo risco (reação remota não grave, ausência de fatores de alto risco como Stevens-Johnson ou anafilaxia), evidências de segurança em atenção primária (taxa de reação grave <1% em 90% dos casos) e implicações para remoção da alergia no registro eletrônico de saúde para otimizar antibioticoterapia futura, qual é a abordagem inicial mais apropriada, priorizando minimização de riscos e acesso em populações com limitado encaminhamento a especialistas?
Realizar teste cutâneo com penicilina seguido de TPO com dose graduada em ambiente hospitalar, pois estudos mostram superioridade diagnóstica em relação ao TPO isolado em pacientes com histórico remoto.
Recomendar evitação perpétua de penicilinas e uso de cefalosporinas de terceira geração como alternativa, sem teste, devido ao risco residual de reação cruzada (5–10%) em alergias verdadeiras.
Prescrever epinefrina autoinjetável profilática e realizar TPO domiciliar com amoxicilina 500 mg, com instruções para automonitoramento, para aumentar adesão em áreas rurais.
Encaminhar imediatamente para alergista para teste cutâneo e TPO em série, pois atenção primária não tem evidências suficientes de segurança para TPO isolado em adultos com comorbidades.
Iniciar TPO com dose terapêutica única de amoxicilina 250 mg ambulatorial, com observação de 1 hora pós-TPO e follow-up telefônico em 1 semana e 6 meses, removendo a alergia do prontuário se negativo, alinhado ao protocolo para baixo risco.