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Homem, 67 anos, ex-tabagista (60 maços-ano), diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva ...

Homem, 67 anos, ex-tabagista (60 maços-ano), diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica estágio muito grave, múltiplas internações prévias, uso domiciliar de oxigênio noturno e broncodilatadores de longa ação. Chega ao pronto-socorro com 48 horas de piora progressiva da dispneia, aumento do volume e purulência do escarro, sonolência intermitente e redução da tolerância ao esforço.


• Frequência respiratória 32 irpm;

• Frequência cardíaca 118 bpm; • Pressão arterial 138/84 mmHg;

• Saturação periférica 82% em ar ambiente;

• Uso intenso de musculatura acessória;

• Tiragem intercostal;

• Sibilos difusos e murmúrio vesicular globalmente diminuído;

• Escala de Glasgow 14;

• Gasometria arterial em ar ambiente: pH 7,27; Pressão parcial de dióxido de carbono 68 mmHg; Pressão parcial de oxigênio 48 mmHg; Bicarbonato 31 mEq/L; Lactato normal;

• Radiografia de tórax sem consolidação lobar evidente.


A conduta ventilatória inicial mais apropriada é


A

ventilação não invasiva com pressão positiva, titulando oxigênio para manter saturação entre 88% e 92%, associada a broncodilatadores inalatórios e corticoide sistêmico.


B

oxigênio em alto fluxo com fração inspirada elevada, visando saturação maior que 98%.


C

intubação orotraqueal imediata devido à presença de hipercapnia e acidose.


D

administração de bicarbonato intravenoso para correção da acidose respiratória antes de considerar suporte ventilatório.


E

evitar ventilação não invasiva devido ao risco aumentado de pneumotórax em doença pulmonar obstrutiva crônica avançada.