Homem, 32 anos, asmático grave persistente, múltiplas...
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Homem, 32 anos, asmático grave persistente, múltiplas...

Homem, 32 anos, asmático grave persistente, múltiplas internações prévias e uma intubação há dois anos, chega ao pronto-socorro com crise iniciada há 12 horas, piora progressiva nas últimas três horas.


• Na admissão: fala em palavras isoladas; agitação psicomotora alternando com sonolência; uso intenso de musculatura acessória; tiragem supraesternal; sudorese fria; “tórax silencioso” à ausculta.

• Sinais vitais: frequência respiratória 36 irpm; frequência cardíaca 138 bpm; pressão arterial 150 X 90 mmHg; saturação 88% em ar ambiente.

• Recebeu três nebulizações sequenciais com salbutamol + ipratrópio, metilprednisolona intravenosa, oxigênio suplementar (fração inspirada 0,28).

• Gasometria arterial após tratamento inicial: pH 7,28; pressão parcial de dióxido de carbono 54 mmHg; pressão parcial de oxigênio 60 mmHg; bicarbonato 25 mEq/L; lactato discretamente elevado.


Em relação à melhor interpretação e à conduta imediata para o caso, assinale a afirmativa correta.


A

A pressão parcial de dióxido de carbono está próxima do normal, indicando resposta parcial ao broncodilatador; manter tratamento clínico intensivo e observação.


B

Trata-se de exacerbação asmática grave com retenção de dióxido de carbono, indicando falência ventilatória iminente; preparar via aérea definitiva e suporte ventilatório avançado.


C

Iniciar ventilação não invasiva como estratégia padrão inicial na asma grave hipercápnica.


D

Administrar morfina para reduzir sensação de dispneia e consumo de oxigênio.


E

Suspender broncodilatadores beta-agonistas devido à taquicardia e iniciar antibiótico de amplo espectro.