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Mulher, 29 anos, três semanas pós-parto, chega com febre...

Mulher, 29 anos, três semanas pós-parto, chega com febre diária alta há 12 dias, odinofagia inicial, mialgias intensas e artralgias em punhos e joelhos. Evoluiu com rash evanescente “salmão” no tronco durante picos febris. Recebeu amoxicilina-clavulanato sem resposta.


• Exame físico: temperatura 39,6°C; FC (frequência cardíaca) 128 bpm; linfonodos cervicais dolorosos; hepatoesplenomegalia discreta; sem rigidez de nuca; sem foco infeccioso claro.

• Laboratório inicial: Leucócitos 15.800 (neutrófilos 88%); Hb (hemoglobina) 10,2 g/dL; Plaquetas 210.000/mm³; AST (aspartato aminotransferase) 82 U/L; ALT (alanina aminotransferase) 74 U/L; Ferritina 4.800 ng/mL; PCR (proteína C reativa) 180 mg/L; VHS (velocidade de hemossedimentação) 18 mm/h; FAN (fator antinuclear) negativo; FR (fator reumatoide) negativo; Triglicerídeos 180 mg/dL; Fibrinogênio 410 mg/dL; Complemento normal; Procalcitonina 0,6 ng/mL (limítrofe).

• Evolução em 48 horas (piora): Confusão leve, hipotensão relativa, febre persistente; Plaquetas 210.000 → 62.000; Leucócitos 15.800 → 3.100; AST 82 → 620 U/L; Ferritina 4.800 → > 32.000 ng/mL; Triglicerídeos 180 → 480 mg/dL; Fibrinogênio 410 → 120 mg/dL; Dímero-D muito elevado; PCR 180 → 220 mg/L; VHS 18 → 4 mm/h.

• Hemoculturas até o momento negativas; eco sem endocardite.


Assinale a opção que apresenta a hipótese mais provável e identifica a intervenção imediata que muda o prognóstico.


A

Sepse bacteriana oculta; ampliar antibiótico e evitar imunossupressão.


B

Síndrome antifosfolípide catastrófica, corticoides em dose alta.


C

Lúpus eritematoso sistêmico com HLH (linfo-histiocitose hemofagocítica) secundária; usar anti-TNF.


D

Linfoma agressivo; iniciar quimioterapia empírica.


E

Doença de Still do adulto com síndrome de ativação macrofágica(MAS); iniciar pulsoterapia com metilprednisolona + bloqueio de interleucina-1 (anakinra).