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Homem, 58 anos, DM2 em uso de metformina 2.000 mg/dia, internado por pneumonia grave. Evolui com hipotensão refratária e oligúria.
Após 18 horas: PA 82/48 mmHg (noradrenalina 0,3 mcg/kg/min); FC 118 bpm; FR 28 irpm; SatO₂ 97% (VM, FiO₂ 40%); Temperatura 37,8ºC.
Gasometria arterial: pH 7,06; PaCO₂ 22 mmHg; HCO₃⁻ 6 mEq/L; Lactato 14 mmol/L.
Laboratório: Creatinina 4,2 mg/dL; Glicose 118 mg/dL; Cetonas negativas; Ânion gap 32; SvO₂ central 82%.
O seguinte mecanismo fisiopatológico explica principalmente a hiperlactatemia nesse caso:
hipoperfusão tecidual com glicólise anaeróbica pura (acidose tipo A clássica).
ativação de piruvato desidrogenase pelo aumento do NAD⁺ mitocondrial.
bloqueio do Complexo IV da cadeia respiratória com incapacidade de utilização de oxigênio (mecanismo tipo cianeto).
inibição do Complexo I da cadeia respiratória, aumento da razão NADH/NAD⁺ e desvio do piruvato para lactato.
desacoplamento oxidativo com aumento de consumo de O₂ e termogênese.