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Você examina uma mulher de 74 anos, que procura o serviço de emergência com dor abdominal em cólicas há 36 horas, associada a distensão abdominal moderada, náuseas, episódios de vômitos biliosos e redução na eliminação de fezes e flatos. Refere piora progressiva da dor nas últimas horas. Nega cirurgias abdominais prévias.
Antecedentes: constipação crônica e hipertensão arterial.
O exame físico mostra estado geral regular, frequência cardíaca: 98 bpm, pressão arterial: 130/80 mmHg, abdome moderadamente distendido, doloroso difusamente, ruídos hidroaéreos aumentados e sem sinais de irritação peritoneal.
Na região inguinal direita observa-se tumoração dolorosa localizada abaixo do ligamento inguinal, medial à veia femoral, irreduzível à palpação.
A tomografia abdominal demonstra alça de intestino delgado herniada no canal femoral; dilatação moderada de alças proximais; sem sinais evidentes de necrose intestinal.
Com base no diagnóstico mais provável, a conduta terapêutica mais adequada é
tentativa de redução manual da hérnia seguida de alta hospitalar.
tratamento conservador com hidratação venosa e observação clínica por 24–48 horas.
correção cirúrgica urgente da hérnia femoral com avaliação da viabilidade intestinal.
antibioticoterapia isolada e uso de faixa herniária compressiva.
realização de colonoscopia descompressiva.