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Um homem de 35 anos sofre traumatismo cranioencefálico grave após acidente automobilístico. Dá entrada no hospital em coma profundo (ECG = 3), sendo submetido à intubação orotraqueal e medidas de suporte avançado. A tomografia computadorizada de crânio evidencia edema cerebral difuso com sinais de hipertensão intracraniana.
Após 48 horas de internação em UTI, o paciente mantém-se em coma irresponsivo, sem uso de sedativos, com estabilidade hemodinâmica. Ao exame neurológico, observa-se: ausência de resposta motora supraespinhal, pupilas fixas, ausência de reflexos córneo-palpebral, oculocefálico e oculovestibular e ausência de reflexo de tosse.
Considerando o diagnóstico de morte encefálica, assinale a afirmativa correta.
O diagnóstico de morte encefálica pode ser estabelecido apenas com base em exame de neuroimagem, independentemente do exame clínico.
A presença de atividade respiratória desencadeada pelo ventilador exclui o diagnóstico de morte encefálica.
O diagnóstico de morte encefálica requer a comprovação de coma, ausência de reflexos do tronco encefálico e teste de apneia positivo.
Em pacientes com TCE grave, o diagnóstico de morte encefálica só pode ser realizado após sete dias de observação clínica contínua.
A persistência de atividade elétrica no eletroencefalograma exclui obrigatoriamente o diagnóstico de morte encefálica.