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Mulher de 52 anos, sem hepatopatia crônica conhecida, é submetida à ressecção de um nódulo hepático sólido de 4,2 cm descoberto incidentalmente. A macroscopia mostra lesão bem delimitada, amolecida, com áreas focais de hemorragia.
Histologicamente, observa-se proliferação de hepatócitos benignos dispostos em placas de 1–2 células de espessura, com atipia citológica discreta, pseudoglândulas ocasionais, vasos anômalos e reticulina focalmente rarefeita, sem critérios inequívocos de CHC.
Imuno-histoquímica:
• Glutamina sintetase (GS): difusa homogênea
• β-catenina: nuclear ausente
• CD34: difuso no tumor
Estudo molecular revela mutação ativadora do CTNNB1 em éxon 3 (não S45).
Com base nos achados, assinale a afirmativa correta.
O quadro corresponde a adenoma hepatocelular β-catenina ativado, com alto risco de transformação maligna, mesmo na ausência de β-catenina nuclear evidente.
Trata-se de adenoma hepatocelular associado à inativação do HNF1A, caracterizado por perda de L-FABP.
Os achados definem carcinoma hepatocelular bem diferenciado, sendo a preservação parcial da reticulina critério suficiente para o diagnóstico.
A ausência de expressão nuclear de β-catenina deve excluir ativação da via WNT e afasta risco oncológico significativo.
O diagnóstico é adenoma hepatocelular inflamatório, com baixo risco de transformação maligna.