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Homem, 41 anos, apresenta crises convulsivas há 6 meses. RM evidencia lesão cortical-subcortical frontal, infiltrativa, com calcificações e discreta captação heterogênea. Foi realizada biópsia.
Microscopia: neoplasia glial difusa com células monomórficas com halo perinuclear, rede capilar delicada em padrão “chicken-wire”, calcificações focais, ausência de necrose. O estudo Imunohistoquímico mostrou positividade para GFAP, OLIG2, ATRX e IDH1 R132H: positivo difuso. P53 com raras células positivas.
Estudo molecular: 1p/19q: codeleção detectada e TERT promotor: mutação detectada.
Com base nos critérios atuais da OMS para o diagnóstico de oligodendroglioma, assinale a afirmativa correta.
O diagnóstico de oligodendroglioma pode ser firmado apenas por morfologia típica (“ovo frito” e chicken-wire), mesmo na ausência de confirmação molecular.
O diagnóstico exige obrigatoriamente a presença de mutação no promotor de TERT e ausência de expressão de GFAP.
O diagnóstico de oligodendroglioma requer obrigatoriamente mutação em IDH e codeleção completa de 1p/19q, independentemente da morfologia.
A presença de ATRX preservado e p53 selvagem exclui o diagnóstico de oligodendroglioma e favorece fortemente astrocitoma difuso.
A positividade para IDH1 R132H, por si só, define oligodendroglioma, mesmo que 1p/19q seja intacto.