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Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Costa, residente em uma comunidade de baixa renda com histórico recente de surtos de dengue e diarreia, associada a condições precárias de saneamento e vulnerabilidade social:
• Mãe (30 anos): diabética tipo 2, gestante de 26 semanas, sobrecarga de cuidados familiares.
• Pai (33 anos): hipertenso, com baixa adesão ao tratamento.
• Filho (15 anos): obesidade e sintomas de ansiedade.
• Filha (12 anos): anemia ferropriva e baixa adesão a vacinação.
• Avó (62 anos): hipertensa, artrose avançada, mobilidade reduzida.
Durante visita domiciliar, a equipe identifica:
• Acúmulo de lixo e água parada, favorecendo proliferação do mosquito Aedes aegypti;
• Baixa compreensão da família sobre prevenção de doenças transmitidas por água e vetores;
• Conflitos familiares e sobrecarga da mãe;
• Dificuldade de adesão a tratamentos e hábitos preventivos;
• Vulnerabilidade socioeconômica severa, com insegurança alimentar.
Diante desse cenário, considerando MCCP, abordagem familiar, EPS, vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta.
A vigilância em saúde deve ser realizada pelo setor de epidemiologia municipal, e a equipe de APS só deve notificar casos graves, sem engajar a família na prevenção e no controle dos riscos ambientais.
A equipe deve realizar avaliação integral de todos os membros da família, identificar vulnerabilidades e fatores de risco e adaptar intervenções às condições sociais, clínicas e familiares da comunidade.
A equipe deve se limitar a orientar individualmente cada membro da família sobre seus tratamentos clínicos para garantir a padronização e segurança técnica.
As ações de vigilância podem ser realizadas por meio de campanhas de saúde pontuais, sem necessidade de acompanhamento longitudinal ou articulação com as demais equipes de APS.