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Joana, 58 anos, agricultora, comparece à Unidade Básica de...

Joana, 58 anos, agricultora, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor lombar há 8 meses, sem trauma desencadeante. Refere piora ao esforço, sem irradiação, e leve melhora com repouso. Já fez uso intermitente de anti-inflamatórios, com alívio temporário. Nega sintomas neurológicos, perda de peso ou febre. Durante a consulta, relata tristeza, dificuldade para dormir e que “a dor tirou seu ânimo de viver e trabalhar”.

Ao exame: bom estado geral, sem sinais de alarme, força e sensibilidade preservadas, leve contratura paravertebral lombar.


Considerando os princípios da APS e a abordagem da dor crônica lombar inespecífica, a conduta mais adequada é:


A

Introduzir opioide fraco e manter uso contínuo até melhora sustentada da dor.


B

Iniciar ciclo curto de anti-inflamatório não esteroidal (AINE) e repouso absoluto por 7 dias.


C

Solicitar ressonância magnética lombar e encaminhar para ortopedia para investigação de hérnia discal.


D

Implementar plano de manejo ativo com educação em dor, incentivo à atividade física gradual e intervenções psicossociais, avaliando comorbidades emocionais.