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Mulher de 44 anos procura a Unidade de Saúde da Família (USF) por queixa de dor musculoesquelética há cerca de 10 meses, com padrão flutuante. Relata dor em região cervical, ombros, dorso e quadris, associada a fadiga frequente e sensação de “corpo pesado” ao acordar. Nega edema articular, calor local ou deformidades. Refere rigidez matinal inferior a 30 minutos. O exame físico não evidencia artrite, limitação objetiva de movimento ou sinais neurológicos. Exames laboratoriais recentes mostram hemograma, função tireoidiana, VHS e PCR dentro da normalidade.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que:
a presença de rigidez matinal, ainda que breve, sugere doença inflamatória inicial, sendo indicado ampliar investigação com fator reumatoide e anti-CCP.
o quadro é compatível com síndrome de dor crônica primária, sendo o diagnóstico clínico e o manejo na Atenção Primária à Saúde (APS) baseado em educação, exercício físico regular e abordagem biopsicossocial, sem necessidade de exames adicionais.
a normalidade dos exames laboratoriais exclui causas orgânicas, caracterizando dor psicogênica, que deve ser conduzida exclusivamente com abordagem psiquiátrica.
a distribuição da dor sugere osteoartrite poliarticular inicial, sendo indicado tratamento com anti-inflamatórios não esteroidais de uso contínuo.
a ausência de sinais objetivos ao exame físico indica baixa relevância clínica do quadro, não sendo necessária a intervenção terapêutica estruturada.