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Homem de 57 anos, com diagnóstico de diabetes Mellitus tipo 2 há 8 anos, comparece à consulta de seguimento. Faz uso de metformina e glibenclamida. Relata aderência irregular à dieta e à atividade física. Nega eventos cardiovasculares prévios. Exames recentes mostram HbA1c de 6,8%, LDL-colesterol de 154 mg/dLe pressão arterial média de 136×84 mmHg. O paciente afirma que “o diabetes está controlado” e questiona a necessidade de “mais remédios”.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que:
a intensificação terapêutica no diabetes deve ser guiada prioritariamente por metas glicêmicas, sendo outros fatores ajustados apenas se houver falha no controle da HbA1c.
o valor atual de HbA1c indica controle metabólico satisfatório, permitindo manter a conduta atual e concentrar intervenções apenas em mudanças de estilo de vida.
na ausência de eventos cardiovasculares prévios, a introdução de novas medicações preventivas deve ser postergada até surgirem sinais clínicos de doença aterosclerótica.
o controle glicêmico adequado reduz substancialmente o risco cardiovascular, tornando secundária a abordagem farmacológica da dislipidemia nesse contexto.
apesar da HbA1c abaixo de 7%, o paciente apresenta risco cardiovascular elevado, sendo prioritário intensificar o manejo global do risco, especialmente dislipidemia e pressão arterial.